No exame pediátrico para displasia congênita (DCQ) ou de desenvolvimento do quadril (DDQ) no bebê de 3 a 12 meses de idade, o principal achado clínico é a limitação da abdução do quadril. Além dos testes especiais, o fisioterapeuta deve procurar
- A)dobras assimétricas da coxa, aparência de perna curta e trocanter maior proeminente.
Correta, porque dobras assimétricas, perna aparentemente curta e trocânter maior proeminente são sinais típicos de DDQ no bebê maior.
- B)lordose lombar aumentada e nádegas proeminentes.
Errada, porque lordose lombar aumentada e nádegas proeminentes não são os achados clássicos principais desse exame na faixa etária citada.
- C)com a abdução, uma batida da cabeça do fêmur deslizar sobre a borda posterior do acetábulo.
Errada, porque descreve um teste de instabilidade do quadril ligado à manobra de abdução e não o achado clínico adicional pedido.
- D)uma batida palpável sobre a cabeça do fêmur, quando a perna é aduzida de modo suave, com leve pressão direcionada posteriormente sobre o joelho.
Errada, porque essa descrição corresponde ao sinal de Barlow, usado para provocar luxação em quadris instáveis do lactente menor.
- E)claudicação típica, e a criança, muitas vezes, anda sobre os dedos no lado afetado.
Errada, porque claudicação e marcha em ponta dos pés aparecem mais tarde, quando a criança já deambula, não como principal achado entre 3 e 12 meses.
Gabarito: A
Por isso, a alternativa A está correta: ela descreve exatamente o conjunto de sinais clínicos esperados nessa faixa etária. Já os sinais como batida de cabeça femoral ao aduzir a perna são ligados a testes de instabilidade clássicos do recém-nascido, enquanto claudicação e marcha em ponta dos pés aparecem mais tarde, quando a criança já anda. A prática clínica aqui é bem focada em observar assimetria, mobilidade e comprimento aparente dos membros.