Foi encaminhada pela triagem da equipe de enfermagem, uma paciente de 60 anos com diabetes e diagnóstico de mal perfurante plantar. Ao ser examinada pelo fisioterapeuta, foi identificada uma área hiperemiada na face plantar do calcâneo. Além do tratamento presencial, com a finalidade de melhorar a circulação local, deve ser prescrita nesse caso a seguinte conduta permanente:
- A)uso de órtese, do tipo calçado/sandália/palmilha, que reduza o apoio no local da lesão durante a marcha;
Certa, porque calçado, sandália ou palmilha de descarga reduzem a pressão sobre a área lesionada durante a marcha.
- B)repouso total, sem realizar qualquer descarga de peso sobre a área lesada;
Errada, porque repouso total não é a conduta permanente mais adequada e não substitui a descarga seletiva da pressão plantar.
- C)uso de órtese, tipo muleta canadense, reduzindo a distribuição de carga sobre a lesão;
Errada, porque a muleta canadense reduz a carga global, mas não é a melhor solução específica para proteger a lesão plantar na marcha.
- D)uso de órtese, tipo muleta axilar bilateralmente, impedindo totalmente a carga sobre a lesão;
Errada, porque muletas axilares bilaterais impedem a descarga, sendo uma medida excessiva e pouco prática para esse caso.
- E)crioterapia domiciliar, com elevação e compressão local, três vezes por dia, por no mínimo 30 minutos.
Errada, porque crioterapia, elevação e compressão não são a conduta permanente indicada para melhorar a circulação local em mal perfurante plantar.
Gabarito: A
No pé diabético com mal perfurante plantar, a lógica é simples: se a lesão sofre pressão repetida na marcha, ela não cicatriza direito. Então, além do cuidado local, você precisa tirar o máximo possível de carga da área lesionada durante o apoio, mas sem transformar a vida da paciente em um confinamento desnecessário. O objetivo é reduzir a pressão plantar, especialmente no calcâneo, e permitir circulação local melhor e cicatrização mais segura. Na prática, isso costuma ser feito com órteses de descarga, como calçados, sandálias ou palmilhas adaptadas, que redistribuem o peso e diminuem o contato direto sobre o ponto machucado. Já repouso total, muletas ou crioterapia não são a melhor prescrição permanente para esse cenário. O gabarito A está correto porque propõe exatamente uma órtese que reduz o apoio no local da lesão durante a marcha, que é o princípio biomecânico mais adequado para proteger o tecido e favorecer a cicatrização.