Fisioterapeuta é contratado para atuar em uma empresa para implementar medidas preventivas em saúde, tendo em vista que o perfil dos profissionais é de moderado risco para hipertensão arterial sistêmica (HAS) e dislipidemia. Considerando a relação entre custo e benefício, as propostas mais efetivas seriam:
- A)fazer análise coletiva de risco e incluir todos os funcionários em grupo de exercícios físicos padronizados, 3 vezes por semana, utilizando 1 hora antes do expediente;
Errada, porque a proposta é coletiva, mas exagera na padronização do exercício e em um bloco de 1 hora antes do expediente, sem triagem periódica individual.
- B)criar no ambiente de trabalho um espaço específico, destinado para atendimento permanente com fisioterapeutas especializados para qualquer condição de saúde;
Errada, porque criar atendimento permanente para qualquer condição de saúde é caro, pouco direcionado e foge do foco preventivo e ocupacional.
- C)fazer avaliação individualizada e estabelecer tratamento preventivo individual para cada funcionário, semanalmente, no próprio local de trabalho;
Errada, porque a avaliação e o tratamento preventivo individual semanal para cada funcionário é pouco viável e tem pior relação custo-benefício.
- D)fazer análise individualizada e indicar, quando necessário, que o funcionário busque tratamento adequado na rede privada, garantindo reembolso pela empresa;
Errada, porque terceiriza a prevenção para a rede privada e ainda cria reembolso, em vez de propor intervenção efetiva no ambiente de trabalho.
- E)fazer triagem individualizada periódica e constituir grupo para implementar exercícios físicos específicos, pelo menos 30 minutos por dia, no próprio ambiente da empresa.
Certa, porque combina triagem individual periódica com ação coletiva de exercícios no próprio local de trabalho, o que é mais preventivo e custo-efetivo.
Gabarito: E
Em saúde do trabalhador, a ideia não é transformar o fisioterapeuta em um “consultório ambulante” para atender todo mundo individualmente o tempo inteiro. Quando o risco é moderado, como em HAS e dislipidemia, a estratégia mais custo-efetiva costuma ser atuar de forma coletiva e preventiva, com triagem para identificar quem precisa de atenção maior e ações em grupo para promover atividade física e reduzir fatores de risco. A lógica aqui é bem de concurso: prevenção primária, intervenção no ambiente de trabalho e boa relação custo-benefício. Em vez de tratar cada funcionário como caso isolado, você organiza medidas para vários trabalhadores ao mesmo tempo, sem perder o rastreio periódico dos que podem evoluir para doença. Por isso, a alternativa E é a melhor. Ela combina triagem individualizada periódica, que ajuda a monitorar o risco, com grupo de exercícios físicos específicos no próprio ambiente da empresa, pelo menos 30 minutos por dia. Isso bate com a atuação preventiva do fisioterapeuta em saúde ocupacional e com a orientação de promover hábitos saudáveis no local de trabalho. As demais opções erram por exagerar no individual, no permanente ou no deslocamento da responsabilidade para fora da empresa. Em saúde do trabalhador, eficiência é fazer o máximo de prevenção possível para o maior número de pessoas, com ações factíveis e sustentáveis.