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Fisioterapia · FGV · 2022

Questão comentada de Fisioterapia

Paciente de 70 anos, caucasiano, recém-aposentado, passando por estresse familiar nas últimas semanas, apresentou lesões cutâneas típicas de psoríase. Sabendo da possibilidade terapêutica por meio de exposição à radiação ultravioleta, procurou Serviço de Fisioterapia e obteve a seguinte orientação profissional:

Gabarito: D

Na psoríase, a fototerapia com ultravioleta pode ser uma ótima aliada, mas não é tratamento de improviso. Antes de definir a dose inicial, você precisa saber como a pele daquele paciente reage à radiação, porque a resposta varia com fototipo, idade, cor da pele, medicações em uso e até com o estado inflamatório do momento. Em outras palavras: a pele não recebe UV como se fosse receita de bolo. É exatamente por isso que se faz o teste de dose eritematosa mínima (DEM). A DEM é a menor dose de UV capaz de produzir eritema perceptível após um período padronizado de observação. A partir dela, o profissional consegue prescrever uma dose inicial mais segura e individualizada, reduzindo risco de queimadura e aumentando a chance de benefício terapêutico. No caso da psoríase, a fototerapia é clássica, especialmente com UVB de banda estreita, mas a prescrição correta depende da avaliação prévia da sensibilidade cutânea. Em paciente caucasiano e idoso, a cautela é ainda mais importante, porque a pele pode responder de forma mais intensa à radiação. Então, antes de qualquer exposição terapêutica, primeiro mede-se a DEM. Por isso o gabarito é a letra D. A banca quis testar exatamente o raciocínio de que a dose inicial não deve ser escolhida apenas por "achismo" ou pelo tom de pele observado, e sim por teste objetivo de fotossensibilidade. Esse é o padrão seguro e técnico da fototerapia.

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