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Fisioterapia · FGV · 2022

Questão comentada de Fisioterapia

Paciente adulto jovem, sexo masculino, com membro superior esquerdo imobilizado há um mês, logo após ter fraturado a diáfise da ulna, procurou Serviço de Fisioterapia apresentando dificuldade em movimentar os dedos e o ombro esquerdo. Nessa circunstância clínica, é recomendado:

Gabarito: C

Depois de uma fratura imobilizada, o grande cuidado da fisioterapia é não transformar a proteção da fratura em “congelamento” do membro todo. Quando a consolidação óssea ainda está em curso, nem tudo fica proibido: segmentos que não comprometem o foco da fratura, como dedos e, em muitos casos, o ombro, devem ser mantidos em movimento para evitar rigidez, edema, perda de força e aderências. No caso descrito, o paciente está com o antebraço imobilizado há um mês após fratura da diáfise da ulna e já apresenta dificuldade para mexer dedos e ombro. Isso sugere justamente o que a fisioterapia quer prevenir: restrição funcional secundária à imobilização. Assim, a conduta recomendada é iniciar a recuperação funcional o quanto antes, respeitando as limitações mecânicas da fratura e o tipo de imobilização. O gabarito C está correto porque a mobilização ativa dos dedos e, se liberado pelas condições ortopédicas, do ombro, não costuma gerar risco para a consolidação da fratura da ulna. Ao contrário, ajuda a preservar amplitude de movimento, circulação e função. Em fisioterapia, imobilização não é sinônimo de repouso absoluto de todo o membro: o raciocínio é proteger o foco da fratura sem deixar o restante “esquecer” como se move. Na prática, a liberação e os limites devem sempre respeitar a estabilidade da fratura e a orientação do ortopedista, mas a conduta geral em reabilitação precoce é manter o que for seguro em movimento. É a velha regra: proteger sem abandonar.

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