Um professor e pesquisador procura o seu fisioterapeuta com o objetivo de melhorar a flexibilidade dos membros inferiores, pois passa muitas horas da sua atividade laboral sentado. O fisioterapeuta solicita que ele se sente sobre o tatame de avaliação, abrace uma das pernas (flexão de coxa e perna) aproximando-a do tronco, mantendo o outro membro inferior estendido, e tente tocar os dedos do pé. Esse teste/posição tem por objetivo avaliar:
- A)restrição de alcance do membro superior do mesmo lado da perna estendida;
Errada, porque o teste nao avalia o alcance do membro superior, e sim a limitação de flexibilidade da cadeia posterior do membro inferior estendido.
- B)a flexibilidade para flexão da coluna lombar;
Errada, pois a flexão da coluna lombar até participa do movimento, mas nao é o alvo principal da avaliação.
- C)contratura nos músculos posteriores da coxa e perna no lado estendido;
Certa, porque a posição evidencia encurtamento/contratura dos músculos posteriores da coxa e da perna do lado estendido.
- D)a amplitude de movimento do tornozelo do mesmo lado da perna estendida;
Errada, já que a amplitude do tornozelo nao é o foco central desse teste e nao explica sozinha a limitação para tocar os dedos.
- E)a flexibilidade global e bilateral da cadeia muscular anterior.
Errada, porque o teste nao mede flexibilidade global e bilateral da cadeia anterior, mas sim a restrição posterior em um membro específico.
Gabarito: C
Esse enunciado descreve um teste clássico de flexibilidade em cadeia posterior, muito usado na avaliação da musculatura dos membros inferiores e da capacidade de o corpo “dobrar” com controle. A pessoa senta, leva uma perna flexionada junto ao tronco e deixa a outra estendida para tentar alcançar os dedos do pé; nessa posição, a perna que fica estendida é a que revela melhor a tensão dos músculos posteriores da coxa e da perna. Quando esses músculos estão encurtados, o alcance diminui e o movimento fica “travado”, como se a cadeia posterior estivesse puxando o freio de mão. Por isso, o foco do teste nao é medir força, nem amplitude do tornozelo isoladamente, nem só a coluna lombar. O objetivo principal é observar a extensibilidade dos isquiotibiais e da musculatura posterior da perna no lado estendido, que limita a inclinação do tronco para frente e a tentativa de tocar os pés. Em provas, quando aparecer esse tipo de posição sentada com uma perna flexionada e outra estendida, pense logo em encurtamento posterior, especialmente em cadeia muscular posterior. O gabarito é a letra C porque o teste busca identificar contratura/encurtamento dos músculos posteriores da coxa e da perna no lado estendido. Em termos práticos, se você nao alcança os dedos do pé, a banca quer que voce associe isso à limitação de flexibilidade dessa cadeia muscular, e nao a um problema “genérico” de coluna ou de membro superior. Esse tipo de raciocínio é bem comum em avaliações funcionais em Fisioterapia: observar a postura ou a tarefa e interpretar qual estrutura está sendo mais testada. Aqui, a lógica é biomecânica pura, sem precisar inventar moda.