Idosa com síndrome parkinsoniana, em acompanhamento fisioterapêutico neurofuncional, aparece para atendimento rotineiro com tosse produtiva e pouco eficaz. O fisioterapeuta conversa com colega, especialista em fisioterapia respiratória, que o orienta a iniciar realização de Ciclo Ativo da Respiração (CAR) com a paciente. Essa técnica consiste em ciclos repetitivos compostos pelas seguintes etapas:
- A)ventilação não invasiva (VNI) + tosse assistida;
Errada, porque VNI e tosse assistida não compõem o ciclo clássico do CAR.
- B)relaxamento e controle da respiração + expansão torácica + técnica de expiração forçada (huffs);
Certa, pois traz a sequência clássica: controle da respiração, expansão torácica e huffs.
- C)inspiração profunda máxima + drenagem postural;
Errada, porque drenagem postural pode ser adjuvante, mas não substitui os componentes do CAR.
- D)técnica de expiração forçada (huffs) + controle da respiração + ventilação não invasiva (VNI) para recuperação;
Errada, porque começa com huffs e inclui VNI, fugindo da ordem e da composição típica do CAR.
- E)controle da respiração + técnica de expiração forçada (huffs) + inspirometria de incentivo.
Errada, porque inspirometria de incentivo não é etapa do CAR e entra como técnica diferente.
Gabarito: B
O Ciclo Ativo da Respiração (CAR) é uma técnica de higiene brônquica muito usada quando o paciente tem secreção e não consegue tossir bem sozinho. A lógica é simples: primeiro você reduz a broncoconstrição e o esforço respiratório com o controle da respiração, depois aumenta a mobilização das secreções com a expansão torácica, e por fim usa a expiração forçada (huff) para “empurrar” o muco sem precisar de uma tosse explosiva logo de cara. É quase uma organização da faxina respiratória: primeiro acalma, depois solta, depois remove. Na prática, o CAR é composto por ciclos repetitivos de controle da respiração, exercícios de expansão torácica e técnica de expiração forçada. Em alguns protocolos, pode haver pequena pausa de controle respiratório ao final para evitar fadiga e recuperar o padrão ventilatório. O ponto central da questão é reconhecer essa sequência clássica, especialmente em pacientes com secreção espessa ou tosse ineficaz, como idosos com síndrome parkinsoniana. O gabarito B está correto porque reúne exatamente esses componentes: relaxamento e controle da respiração, expansão torácica e huffs. As huffs ajudam a deslocar secreções com menor colapso dinâmico das vias aéreas do que a tosse repetida e forte, o que é útil quando a tosse do paciente é pouco eficaz. As demais alternativas misturam outras técnicas respiratórias, como VNI, tosse assistida, drenagem postural ou inspirometria de incentivo, que podem ser usadas em outros contextos, mas não fazem parte da definição clássica do CAR.