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Fisioterapia · FGV · 2021

Questão comentada de Fisioterapia

A insuficiência cardíaca congestiva (ICC) é definida como consequência da incapacidade dos ventrículos em bombear quantidades adequadas de sangue para manter as necessidades periféricas do organismo, ou seja, implica em incapacidade do sistema circulatório prover oxigênio e demais nutrientes em proporção adequada à demanda metabólica. Durante a aplicação de ventilação não-invasiva (VNI) para o edema agudo de pulmão (EAP) de origem cardiogênica, os efeitos da pressão positiva levam

Gabarito: C

Na VNI usada no edema agudo de pulmão de origem cardiogênica, a pressão positiva ajuda a “desafogar” o coração e os pulmões. O primeiro efeito importante é reduzir o retorno venoso ao tórax, o que diminui a pré-carga. Em um coração que já está falhando, menos sangue chegando ao ventrículo esquerdo significa menos congestionamento e menos pressão dentro dos vasos pulmonares. Outro ponto-chave é a redução da pressão transmural do ventrículo esquerdo. Pense assim: ao aumentar a pressão dentro da via aérea e do tórax, a pressão que o ventrículo precisa vencer para ejetar sangue fica menor. Isso reduz a pós-carga do ventrículo esquerdo, facilitando o trabalho cardíaco. Em termos simples, o coração “faz força” com menos custo. Por isso, o gabarito C está correto: a pressão positiva leva à redução do retorno venoso, à redução da pressão transmural, à redução da pré-carga do ventrículo esquerdo e à redução da pós-carga do ventrículo esquerdo. Esse é o efeito hemodinâmico esperado da VNI no EAP cardiogênico e explica por que ela melhora dispneia e oxigenação com frequência. Na prática, a lógica é sempre essa: pressão positiva bem aplicada tende a aliviar a congestão e a carga de trabalho do coração. Não é mágica, é mecânica respiratória e hemodinâmica funcionando a favor do paciente.

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