A Reabilitação Pulmonar em pacientes asmáticos tem como objetivo reduzir os sintomas da doença, diminuir ou prevenir as exacerbações, estabilizar a função pulmonar e melhorar o condicionamento cardiovascular. Em relação ao treinamento físico na asma, analise as afirmativas a seguir. I. Os quadros de broncoespasmo induzido pelo exercício podem ser agravados quando as atividades são realizadas em condições de baixa temperatura e baixa umidade relativa do ar. II. A constatação da ocorrência do broncoespasmo induzido pelo exercício pode ser realizada com avaliação do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1). III. O broncoespasmo induzido pelo exercício é considerado leve se a queda do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) for de 5 a 10%. Está correto o que se afirma em
- A)I, somente.
Esta alternativa sustenta que apenas a afirmativa I seria verdadeira, valorizando a ideia de que frio e baixa umidade pioram a broncoconstrição ao provocar maior ressecamento e perda de calor nas vias aéreas. O problema é que a afirmativa II também está correta, porque a queda do VEF1 após esforço é um meio objetivo de documentar broncoespasmo induzido pelo exercício. Assim, o conteúdo fica incompleto ao excluir uma segunda afirmação válida.
- B)II, somente.
Aqui se afirma que somente a afirmativa II estaria correta, ou seja, que a confirmação do broncoespasmo por meio da avaliação do VEF1 é o único ponto verdadeiro. De fato, a espirometria com medida do VEF1 é usada para detectar a queda pós-exercício, mas a afirmativa I também procede, porque o ar frio e seco é um gatilho clássico do broncoespasmo induzido pelo exercício. O erro é ignorar esse mecanismo fisiológico bem conhecido.
- C)III, somente.
Esta opção diz que apenas a afirmativa III estaria certa e que uma queda de 5 a 10% no VEF1 caracterizaria quadro leve. Esse raciocínio não corresponde ao critério usual: no broncoespasmo induzido pelo exercício, a queda do VEF1 precisa atingir pelo menos cerca de 10% para ser considerada positiva, e a classificação de gravidade leve não começa nessa faixa de 5 a 10%. Portanto, o intervalo citado não é o padrão aceito para definir leveza nem mesmo para confirmar o evento.
- D)I e II, somente.
Esta é a combinação correta porque reúne as duas afirmativas verdadeiras do enunciado. A I está certa ao apontar que baixa temperatura e baixa umidade favorecem o broncoespasmo induzido pelo exercício, e a II está certa ao indicar a avaliação do VEF1 como forma de constatação objetiva. A III fica de fora porque a queda de 5 a 10% não corresponde à classificação leve usual nem ao limiar diagnóstico empregado.
- E)I, II e III.
A alternativa afirma que as três afirmativas estariam corretas, mas isso amplia além do que o conteúdo técnico permite. As assertivas I e II são verdadeiras, porém a III erra ao dizer que o broncoespasmo induzido pelo exercício seria leve com queda de 5 a 10% do VEF1, já que esse percentual não corresponde ao padrão de classificação aceito. Por isso, a soma I, II e III não pode ser marcada.
Gabarito: D
Na asma, o treinamento físico faz parte da reabilitação pulmonar e pode ajudar muito, mas o exercício também pode desencadear broncoespasmo em pessoas sensíveis. Isso fica mais comum quando a atividade é feita em ar frio e seco, porque a via aérea perde calor e umidade e reage fechando um pouco mais. Ou seja, a afirmativa I está correta. Para identificar broncoespasmo induzido pelo exercício, uma forma clássica é medir o VEF1 antes e depois do esforço. Se houver queda significativa do VEF1 após o teste, isso sugere o problema. Então a afirmativa II também está correta. Já a afirmativa III está errada porque a queda de 5% a 10% do VEF1 não costuma definir broncoespasmo leve. Em geral, considera-se broncoespasmo induzido pelo exercício quando a queda do VEF1 é maior, tipicamente a partir de 10% ou mais, e a classificação de gravidade não bate com esse intervalo apresentado na questão. Por isso, o gabarito é D: apenas I e II estão corretas. O examinador quer que voce reconheça dois pontos bem cobrados em fisioterapia respiratória: o papel do frio e da baixa umidade como gatilho e o uso do VEF1 como parâmetro objetivo de avaliação.