O objetivo global da terapia com oxigênio é manter uma adequada oxigenação tecidual enquanto minimiza o trabalho cardiopulmonar. Assinale a opção que apresenta as principais preocupações e riscos associados à administração de oxigênio suplementar.
- A)Atelectasia de absorção, risco de incêndio, toxicidade do oxigênio e depressão da ventilação.
Correta: reúne os principais riscos da oxigenoterapia, incluindo atelectasia de absorção, toxicidade do oxigênio, depressão ventilatória e risco de incêndio.
- B)Pneumotórax, aumento do estímulo da ventilação, toxicidade do oxigênio e agitação.
Errada: pneumotórax e agitação não são os riscos clássicos centrais da suplementação de oxigênio, e ainda fala em aumento do estímulo ventilatório, o que não é a preocupação típica.
- C)Atelectasia lobar, tosse, depressão da ventilação e pneumotórax.
Errada: atelectasia lobar e tosse não são os efeitos mais cobrados da oxigenoterapia, e pneumotórax não faz parte do conjunto principal de riscos.
- D)Fístula bronco pleural, agitação psicomotora, toxicidade do oxigênio e retinopatia de prematuridade.
Errada: mistura situações específicas e menos relacionadas ao tema geral, como fístula broncopleural e retinopatia da prematuridade, além de sintomas inespecíficos.
- E)Taquicardia, aumento do estímulo ventilatório, hipercapnia e sonolência.
Errada: traz taquicardia e sonolência, que não resumem os principais riscos da terapia com oxigênio e ainda inverte a lógica ventilatória esperada.
Gabarito: A
A oxigenoterapia tem um objetivo simples na teoria e delicado na prática: melhorar a oxigenação tecidual sem “forçar” demais o sistema respiratório e cardiovascular. Só que oxigênio não é vitamina milagrosa. Quando administrado sem critério, pode trazer riscos bem conhecidos, como atelectasia de absorção, toxicidade do oxigênio, depressão da ventilação em alguns pacientes e até risco de incêndio no ambiente assistencial. A atelectasia de absorção acontece porque o oxigênio em alta concentração pode “lavar” o nitrogênio dos alvéolos, reduzindo a sustentação dessas unidades e favorecendo colapso alveolar. Já a toxicidade do oxigênio aparece com exposições elevadas ou prolongadas, podendo irritar e lesar tecidos pulmonares e oculares. Em pacientes com retenção crônica de CO2, o uso indiscriminado também pode contribuir para depressão da ventilação, então o cuidado precisa ser bem monitorado. Outro ponto importante é o risco de incêndio: oxigênio não pega fogo, mas alimenta a combustão. Por isso, vale lembrar da regra de ouro da prática clínica: nada de chama, fagulha ou improviso perto do oxigênio. Esse conjunto de cuidados é exatamente o que a questão cobra como principais preocupações da terapia suplementar. Assim, o gabarito A está correto porque reúne os riscos clássicos e mais cobrados da oxigenoterapia: atelectasia de absorção, risco de incêndio, toxicidade do oxigênio e depressão da ventilação. As outras alternativas misturam achados que não representam esse núcleo de complicações.