Sobre os procedimentos do fisioterapeuta que atua em Terapia Intensiva, de acordo com a Resolução n° 402/2011 do COFFITO, assinale a afirmativa incorreta.
- A)Avaliar a instituição do suporte de ventilação não invasiva.
Correta: a norma inclui a avaliação da instituição do suporte de ventilação não invasiva entre as atribuições do fisioterapeuta em terapia intensiva.
- B)Realizar posicionamento no leito, sedestação, ortostatismo, deambulação, além de planejar e executar estratégias de orientação de pacientes críticos.
Correta: a resolução prevê mobilização e funcionalidade, incluindo posicionamento no leito, sedestação, ortostatismo, deambulação e orientação ao paciente crítico.
- C)Aplicar medidas de controle de infecção hospitalar.
Correta: a atuação do fisioterapeuta na UTI também envolve medidas de controle de infecção hospitalar.
- D)Realizar avaliação física e cinesiofuncional específica do paciente crítico ou potencialmente crítico.
Correta: faz parte das atribuições realizar avaliação física e cinesiofuncional do paciente crítico ou potencialmente crítico.
- E)Avaliar e monitorar os parâmetros cardiorrespiratórios, exceto em situações de deslocamento do paciente crítico ou potencialmente crítico
Incorreta: o fisioterapeuta deve avaliar e monitorar parâmetros cardiorrespiratórios também durante deslocamento, não havendo essa exceção na resolução.
Gabarito: E
A Resolução COFFITO n° 402/2011 define as atribuições do fisioterapeuta na Terapia Intensiva com foco em avaliação, monitorização, intervenção e segurança do paciente crítico. Em prova, a banca costuma trocar uma função ampla por uma versão com exceção indevida, e aí mora a armadilha: se a norma diz que o fisioterapeuta avalia e monitora, não faz sentido cortar justamente o momento de maior risco, como o deslocamento do paciente. Na prática, o fisioterapeuta de UTI não fica só "olhando monitores". Ele avalia a função cinesiofuncional, acompanha parâmetros cardiorrespiratórios, atua em ventilação não invasiva quando indicada, faz posicionamento, mobilização precoce e orienta a equipe e o paciente sempre que possível. Também é esperado que ele adote medidas de controle de infecção hospitalar, porque UTI e prevenção caminham juntas. Afinal, em paciente crítico, qualquer detalhe de técnica e segurança pesa bastante. O ponto que derruba a questão é que a monitorização cardiorrespiratória não some quando o paciente é deslocado. Pelo contrário: durante transporte, mobilização ou transferência, o acompanhamento é ainda mais necessário. Por isso, a alternativa que cria essa exceção está em desacordo com a Resolução COFFITO n° 402/2011.