O surfactante é um fosfolipídio produzido e excretado pelos pneumócitos tipo II. Assinale a opção que indica as consequências da perda do surfactante nos pulmões de um indivíduo.
- A)Aumento da elastância pulmonar, áreas de atelectasia e alvéolos cheios de transudado.
Correta, porque a perda de surfactante aumenta a elastância, favorece atelectasias e pode levar a alvéolos com transudado.
- B)Redução da elastância pulmonar, áreas de atelectasia e os alvéolos cheios de transudado.
Errada, porque a perda de surfactante não reduz a elastância; ela a aumenta e piora o colabamento alveolar.
- C)Aumento da elastância pulmonar, áreas de hiperinsuflação e redução da tensão superficial.
Errada, porque a perda de surfactante não reduz a tensão superficial, e hiperinsuflação não é o achado esperado.
- D)Redução da elastância pulmonar, áreas de hiperinsuflação e aumento da tensão superficial.
Errada, porque a perda de surfactante não causa redução da elastância, e o problema principal é o aumento da tensão superficial com atelectasia.
Gabarito: A
O surfactante é uma substância produzida pelos pneumócitos tipo II e funciona como um verdadeiro “antiaderente” dos alvéolos. Sua principal função é reduzir a tensão superficial, facilitando que os alvéolos permaneçam abertos ao final da expiração. Sem ele, os alvéolos tendem a colabar, o que gera atelectasias e piora importante da ventilação pulmonar. Quando o surfactante se perde, o pulmão fica mais “duro”, ou seja, com aumento da elastância pulmonar. Pense assim: quanto mais elástico no sentido de retrair, mais ele quer voltar ao menor volume. Isso acontece porque a tensão superficial aumenta, e o esforço para expandir o pulmão também aumenta. Resultado prático: o paciente precisa fazer muito mais força para respirar. Além disso, a tendência ao colabamento favorece áreas de atelectasia e pode haver acúmulo de líquido nos alvéolos, descrito na questão como transudado. Esse conjunto de achados é clássico em situações de deficiência de surfactante, como na síndrome do desconforto respiratório, especialmente em prematuros. Por isso, o gabarito é a alternativa A: aumento da elastância pulmonar, áreas de atelectasia e alvéolos cheios de transudado. As outras opções misturam conceitos opostos, como redução da elastância ou hiperinsuflação, que não combinam com a perda de surfactante.