O ajuste da Pressão Positiva Expiratória Final (PEEP) na ventilação mecânica não invasiva tem efeito direto sobre
- A)a eliminação do gás carbônico.
Errada, porque a eliminação de CO2 depende mais da ventilação alveolar e do volume-minuto do que da PEEP em si.
- B)a retenção do gás carbônico.
Errada, pois a PEEP não tem como efeito direto reter gás carbônico; isso pode acontecer se houver hipoventilação, mas não é o mecanismo principal.
- C)a redução da capacidade residual funcional.
Errada, porque a PEEP tende a aumentar, e não reduzir, a capacidade residual funcional ao manter os alvéolos abertos ao final da expiração.
- D)o aumento da resistência das vias aéreas.
Errada, já que a PEEP não tem por efeito direto aumentar a resistência das vias aéreas; em alguns casos ela pode até reduzir o colapso de vias aéreas pequenas.
- E)o aumento da pressão transpulmonar.
Certa, porque o aumento da PEEP eleva a pressão alveolar ao final da expiração e, com isso, aumenta a pressão transpulmonar.
Gabarito: E
A PEEP, na ventilação mecânica não invasiva, funciona como uma pressão positiva mantida ao final da expiração para evitar colapso alveolar e manter os pulmões mais abertos. Na prática, isso ajuda a recrutar alvéolos, melhora a oxigenação e aumenta o volume pulmonar ao final da expiração. O efeito hemodinâmico e pulmonar mais direto da PEEP é elevar a pressão alveolar no fim da expiração, o que aumenta a pressão transpulmonar, isto é, a diferença entre a pressão dentro do alvéolo e a pressão pleural. Pense assim: ela dá uma “forcinha” para o pulmão não murchar no final do ciclo. Por isso, o gabarito é a letra E. As demais alternativas confundem a PEEP com efeitos ventilatórios ou com consequências que podem até ocorrer em cenários específicos, mas não são o efeito direto principal do ajuste.