Pacientes em ventilação mecânica apresentam maior risco de desenvolver pneumonia. A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) pode ser considerada em 50% de todos os casos de pneumonia hospitalar. Assinale a opção que apresenta fatores de risco relacionados à PAV.
- A)Doença pulmonar obstrutiva crônica, sedação venosa contínua, ventilação mecânica prolongada, posição supina estrita com nutrição enteral e reintubação.
Certa, porque reúne fatores clássicos de risco para PAV, como DPOC, sedação contínua, ventilação prolongada, posição supina com dieta enteral e reintubação.
- B)Sexo feminino, cirurgias torácicas e coma ou inconsciência.
Errada, porque sexo feminino não é fator típico de risco e, embora coma e cirurgias possam aumentar risco em alguns contextos, a combinação está incompleta e não é a mais clássica para PAV.
- C)Sexo masculino, hiperóxia, ventilação mecânica prolongada e mudanças frequentes dos circuitos ventilatórios.
Errada, porque sexo masculino e hiperóxia não são fatores clássicos centrais de PAV, e as demais condições listadas não fecham o conjunto mais reconhecido.
- D)Sedação venosa contínua, reintubação, sexo feminino e mudanças frequentes dos circuitos ventilatórios.
Errada, porque traz itens plausíveis como sedação contínua e reintubação, mas inclui sexo feminino e mudanças frequentes dos circuitos ventilatórios, que não são os fatores mais característicos.
- E)Reintubação, cirurgias torácicas, hipoxemia e sedação venosa contínua.
Errada, porque mistura fatores reais com hipoxemia, que não é um fator clássico direto de PAV, deixando a alternativa menos adequada do que a que reúne os riscos mais típicos.
Gabarito: A
A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) é uma infecção que aparece em pacientes intubados e em ventilação mecânica, geralmente depois de 48 horas do início do suporte. O motivo é simples: o tubo e a sedação atrapalham a defesa natural das vias aéreas, facilitam microaspirações e favorecem a colonização bacteriana. Por isso, quanto mais tempo o paciente fica ventilado e quanto mais difícil é proteger a via aérea, maior o risco. Entre os fatores clássicos de risco para PAV estão: ventilação mecânica prolongada, sedação contínua, reintubação, posição supina, nutrição enteral, doença pulmonar obstrutiva crônica e traqueostomia, entre outros. Tudo que piora tosse, deglutição, reflexo de proteção e higiene brônquica ajuda a pneumonia a dar as caras. A alternativa A está correta porque reúne vários fatores bem conhecidos: DPOC, sedação venosa contínua, ventilação mecânica prolongada, posição supina estrita com nutrição enteral e reintubação. Esse conjunto aumenta a chance de aspiração e reduz a capacidade de limpar secreções, o que é praticamente um convite para a PAV. Na prática, a prevenção costuma envolver medidas como cabeceira elevada, interrupção diária da sedação quando possível, avaliação de extubação precoce e cuidados com a via aérea. A lógica é sempre a mesma: menos tempo de tubo e menos aspiração, menos pneumonia.