A epicondilite lateral, mais conhecida como cotovelo de tenista, é uma condição patológica dos músculos extensores comuns, em sua origem no epicôndilo umeral lateral. Acerca deste assunto, assinale a opção que indica o teste ortopédico que pode ser utilizado durante a avaliação dessa patologia.
- A)de Neer.
De Neer é teste usado principalmente para impacto subacromial no ombro, não para epicondilite lateral.
- B)da gaveta anterior.
A gaveta anterior avalia estabilidade do joelho, especialmente ligamento cruzado anterior.
- C)de Thomas.
O teste de Thomas é usado para encurtamento de flexores do quadril, não para o cotovelo.
- D)de Finkelstein.
Finkelstein é relacionado à tenossinovite de De Quervain, no punho e polegar.
- E)de Mill.
Mill é um teste clássico para epicondilite lateral, pois tensiona os extensores do punho e pode reproduzir a dor no epicôndilo lateral.
Gabarito: E
A epicondilite lateral, ou “cotovelo de tenista”, é uma sobrecarga da origem comum dos extensores do punho e dos dedos, especialmente na região do epicôndilo lateral do úmero. Na avaliação, o fisioterapeuta costuma provocar ou reproduzir a dor com testes específicos, que ajudam a confirmar a suspeita clínica junto com a história do paciente. O teste de Mill é um dos mais lembrados para essa condição. Ele tensiona a musculatura extensora do antebraço, pedindo movimentos que alongam a origem desses músculos no epicôndilo lateral. Se isso reproduz dor no local, o teste é considerado positivo, sugerindo epicondilite lateral. Por isso, o gabarito é a letra E. As outras opções citam testes de outras regiões e problemas bem diferentes, como ombro, joelho, pescoço e punho. Em prova, quando aparecer “cotovelo de tenista”, pense em teste de tensão dos extensores e não em manobras de outras articulações.