Dentre os índices preditivos para desmame da prótese ventilatória, o mais utilizado é o Índice de Respirações Superficiais Rápida (IRSR) ou Índice de Tobin. Observe a avaliação da função respiratória de um paciente internado na UTI: 1. Manovacuometria: Pimax= - 45 cmH2O, Pemax= + 50 cmH2O; 2. Ventilometria: volume-minuto= 7200 mL, frequência respiratória (FR)= 18 irpm 3. Peak Flow= 160 Lpm Baseado nessa avaliação da função respiratória, assinale a opção que representa o valor do IRSR ou Índice de Tobin.
- A)45 irpm/L.
Correta: 18 irpm dividido por 0,4 L resulta em 45 irpm/L.
- B)50 irpm/L.
Errada: 50 não corresponde ao cálculo do índice com os dados fornecidos.
- C)60 irpm/L.
Errada: 60 seria o resultado de uma conta incorreta ou de conversão equivocada.
- D)80 irpm/L.
Errada: 80 está acima do valor obtido e indica erro de aplicação da fórmula.
- E)100 irpm/L.
Errada: 100 não tem relação com a ventilometria apresentada e foge do cálculo correto.
Gabarito: A
O Índice de Respirações Superficiais Rápida, mais conhecido como Índice de Tobin ou RSBI, é um clássico do desmame ventilatório. Ele ajuda a estimar se o paciente consegue respirar de forma eficiente sem o ventilador, combinando frequência respiratória com o volume corrente. A lógica é simples: quanto mais rápido e mais “rasinho” o padrão respiratório, pior tende a ser a tolerância ao desmame. A fórmula é: IRSR = frequência respiratória / volume corrente em litros. Em alguns enunciados, o volume corrente não vem pronto e você precisa extraí-lo do volume-minuto. Aqui, o volume-minuto é 7200 mL e a FR é 18 irpm. Então, o volume corrente é 7200 ÷ 18 = 400 mL, ou 0,4 L. Agora é só aplicar: 18 ÷ 0,4 = 45. Portanto, o IRSR é 45 irpm/L, que corresponde à alternativa A. É uma conta pequena, mas a banca gosta justamente de ver se você transforma mL em L sem tropeçar no caminho. Como referência prática, valores mais baixos de RSBI costumam indicar melhor chance de sucesso no desmame, enquanto valores altos sugerem respiração rápida e superficial, sinalizando dificuldade. Em prova, a FGV adora jogar dados de ventilometria para você montar o volume corrente antes de calcular o índice.