A DPOC é uma doença comum, passível de prevenção e tratamento, que apresenta sintomas característicos: dispneia, tosse e/ou expectoração. Ao realizar o exame radiológico, os pacientes que possuem enfisema pulmonar em estágio avançado apresentam alterações do estado fisiológico. Nesse contexto, assinale a opção que apresenta a alteração radiológica característica do enfisema pulmonar.
- A)Retificação das cúpulas diafragmáticas bilaterais.
Certa, porque a hiperinsuflação do enfisema achata o diafragma, causando retificação das cúpulas diafragmáticas.
- B)Aumento do tamanho do mediastino.
Errada, porque o enfisema não costuma aumentar o tamanho do mediastino como achado radiológico típico.
- C)Diminuição da hipertransparência.
Errada, pois no enfisema há aumento, e não diminuição, da hipertransparência pulmonar.
- D)Diminuição dos espaços intercostais.
Errada, porque o enfisema tende a aumentar os espaços intercostais devido à hiperinsuflação, e não diminuí-los.
Gabarito: A
No enfisema pulmonar, o problema principal é a destruição dos septos alveolares e a perda da elasticidade do pulmão. Isso faz o ar ficar preso dentro dos alvéolos, deixando o tórax mais “cheio de ar” e com sinais de hiperinsuflação no exame radiológico. Um achado clássico nessa situação é a retificação das cúpulas diafragmáticas, porque o pulmão hiperinsuflado empurra o diafragma para baixo e ele perde aquela curvatura normal. Em vez de parecer uma cúpula, ele fica mais achatado, o que combina com a fisiopatologia do enfisema avançado. As outras alternativas vão na direção oposta do esperado: no enfisema há aumento da hipertransparência pulmonar, aumento dos espaços intercostais e não aumento do mediastino como sinal típico. Então, quando a banca fala em alteração radiológica característica, pense logo em hiperinsuflação e diafragma retificado. Em prova, essa associação é bem cobrada: enfisema = pulmão mais hiperinsuflado, diafragma baixo e achatado, tórax em barril. É o tipo de imagem que praticamente “grita” doença obstrutiva avançada.