A disfunção muscular e os demais fatores negativos associados ao tratamento do câncer são problemas comuns em crianças internadas em UTI. Em relação à reabilitação oncológica pediátrica na fase I, caracterizada por tratamento contínuo, assinale a afirmativa correta.
- A)Preconiza o condicionamento cardiovascular com objetivo de retornar as atividades esportivas.
Errada, porque a fase I não tem como foco o retorno esportivo, e sim a manutenção funcional durante o tratamento contínuo.
- B)É contraindicado qualquer tipo de exercício.
Errada, pois exercício pode ser indicado com adaptação e supervisão, não sendo contraindicado de forma absoluta.
- C)São utilizados apenas métodos analgésicos.
Errada, porque a reabilitação oncológica não se limita a métodos analgésicos, incluindo também mobilização e exercícios funcionais.
- D)São indicados exercícios de caminhada sob supervisão e treinamento de força muscular assistido pelo fisioterapeuta.
Certa, pois caminhada supervisionada e fortalecimento assistido são condutas compatíveis com a fase I da reabilitação oncológica pediátrica.
- E)São indicados exercícios de condicionamento aeróbico sem supervisão de um profissional.
Errada, porque condicionamento aeróbico sem supervisão não é a conduta adequada em criança internada e em tratamento contínuo.
Gabarito: D
Na reabilitação oncológica pediátrica, a fase I costuma ocorrer durante o tratamento contínuo, ou seja, enquanto a criança ainda está internada, em quimioterapia, radioterapia ou em cuidados intensivos. Nessa etapa, o objetivo não é “treinar como atleta”, mas manter função, reduzir perda muscular, evitar descondicionamento e ajudar a criança a se mover com segurança dentro do que ela tolera. Por isso, a fisioterapia pode incluir mobilização precoce, caminhada assistida e exercícios leves a moderados, sempre com supervisão e ajustando tudo ao estado clínico, fadiga, plaquetas, dor e risco de infecção. Também entram atividades para força muscular de forma assistida, porque o tratamento oncológico pode derrubar bastante a musculatura e a resistência. A alternativa D está correta exatamente por trazer essa lógica: caminhada sob supervisão e treinamento de força assistido pelo fisioterapeuta. Em UTI pediátrica, o cuidado é individualizado e prudente, mas não é “repouso absoluto” por padrão. A ideia é preservar função e favorecer recuperação, sem exageros. As demais alternativas erram por serem extremas ou desalinhadas com a fase do tratamento. Em oncologia pediátrica, o foco inicial é manutenção funcional e segurança, não retorno esportivo imediato, nem proibição total de exercício, nem uso exclusivo de analgesia.