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Fisioterapia · FGV · 2021

Questão comentada de Fisioterapia

Neonato com idade gestacional de 36 semanas foi detectado Pé Torto Congênito (PTC) à direita, após o nascimento. Avaliado pelo ortopedista e pelo fisioterapeuta, é decidido, juntamente com a família, pelo tratamento pelo Método Funcional Francês. O fisioterapeuta orientou os responsáveis sobre a adesão ao tratamento e a necessidade de mobilizações suaves e diárias para correção do PTC. Essas mobilizações consistem, respectivamente, na liberação do

Gabarito: A

O Pé Torto Congênito, ou clubfoot, costuma aparecer com o pé em equino, varo, adução do antepé e cavismo. No Método Funcional Francês, a lógica é corrigir o desalinhamento de forma gradual, com mobilizações suaves, diárias e sempre respeitando a tolerância do neonato. Aqui não é força bruta: é técnica, constância e família engajada. Na sequência clássica desse método, faz-se a liberação do navicular, a abdução do antepé, a correção do calcâneo para valgo e a dorsiflexão do retropé e do médiopé. Essa ordem ajuda a desfazer os componentes do deformidade sem agravar rigidez ou dor. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente esses marcos anatômicos. Por isso, o gabarito A está correto: ele reproduz a sequência esperada para a mobilização funcional do PTC. As demais opções trocam ossos, invertem o sentido da correção ou colocam flexão plantar, que vai na direção oposta ao objetivo terapêutico. Na prática, o raciocínio é simples: se o pé torto nasce em posição de encurtamento e inversão, o tratamento funcional busca abrir, alinhar e dorsifletir. O detalhe que derruba muita gente é confundir antepé com retropé e misturar navicular com cuboide, o que a FGV adora fazer.

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