Neonato com idade gestacional de 36 semanas foi detectado Pé Torto Congênito (PTC) à direita, após o nascimento. Avaliado pelo ortopedista e pelo fisioterapeuta, é decidido, juntamente com a família, pelo tratamento pelo Método Funcional Francês. O fisioterapeuta orientou os responsáveis sobre a adesão ao tratamento e a necessidade de mobilizações suaves e diárias para correção do PTC. Essas mobilizações consistem, respectivamente, na liberação do
- A)navicular, abdução do antepé, calcâneo em valgo e dorsiflexão do retropé e médiopé.
Certa: traz a sequência clássica do Método Funcional Francês para correção do PTC.
- B)cuboide, abdução do antepé, calcâneo em valgo e dorsiflexão do retropé e médiopé.
Errada: troca navicular por cuboide, o que altera a referência anatômica da mobilização.
- C)navicular, adução do antepé, calcâneo em valgo e flexão plantar do retropé e médiopé.
Errada: embora cite navicular e calcâneo em valgo, erra ao propor adução do antepé e flexão plantar, movimentos opostos à correção.
- D)cuboide, adução do antepé, calcâneo em valgo e flexão plantar do retropé e médiopé.
Errada: além de trocar navicular por cuboide, mantém adução e flexão plantar, que não correspondem ao objetivo terapêutico.
- E)navicular, adução do antepé, calcâneo em valgo e dorsiflexão do retropé e médiopé.
Errada: acerta navicular, mas erra ao colocar adução do antepé e flexão plantar, quando se busca abdução e dorsiflexão.
Gabarito: A
O Pé Torto Congênito, ou clubfoot, costuma aparecer com o pé em equino, varo, adução do antepé e cavismo. No Método Funcional Francês, a lógica é corrigir o desalinhamento de forma gradual, com mobilizações suaves, diárias e sempre respeitando a tolerância do neonato. Aqui não é força bruta: é técnica, constância e família engajada. Na sequência clássica desse método, faz-se a liberação do navicular, a abdução do antepé, a correção do calcâneo para valgo e a dorsiflexão do retropé e do médiopé. Essa ordem ajuda a desfazer os componentes do deformidade sem agravar rigidez ou dor. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente esses marcos anatômicos. Por isso, o gabarito A está correto: ele reproduz a sequência esperada para a mobilização funcional do PTC. As demais opções trocam ossos, invertem o sentido da correção ou colocam flexão plantar, que vai na direção oposta ao objetivo terapêutico. Na prática, o raciocínio é simples: se o pé torto nasce em posição de encurtamento e inversão, o tratamento funcional busca abrir, alinhar e dorsifletir. O detalhe que derruba muita gente é confundir antepé com retropé e misturar navicular com cuboide, o que a FGV adora fazer.