A Osteogênese Imperfeita (OI) é uma doença genética de herança autossômica dominante ou recessiva. Assinale a opção que apresenta as recomendações sobre o manuseio do bebê com OI.
- A)Limitar o bebê de realizar movimentos voluntários até os seis meses de idade cronológica, devido ao risco de lesões.
Errada: não se recomenda limitar movimentos voluntários por meses, porque o bebê deve ser estimulado com segurança para favorecer o desenvolvimento motor.
- B)Desaconselhar pais e responsáveis a manusear o bebê.
Errada: desaconselhar o manuseio não faz sentido; o correto é orientar pais e responsáveis sobre como manusear de forma segura.
- C)Imobilizar o bebê, prevenindo novas fraturas
Errada: imobilizar o bebê não é a conduta, pois isso prejudica mobilidade, desenvolvimento e cuidado funcional, além de não ser medida rotineira.
- D)Permanecer atento quanto ao posicionamento dos membros quando levantar ou mover o bebê, com a certeza de que ele está protegido.
Certa: o manuseio deve ser cuidadoso, com atenção ao posicionamento dos membros e ao apoio do corpo ao levantar ou mover o bebê.
- E)Não há necessidade de nenhuma orientação aos pais quanto ao manuseio do bebê.
Errada: há necessidade, sim, de orientação aos pais, já que o manejo correto é parte central da prevenção de lesões.
Gabarito: D
A osteogênese imperfeita é uma doença genética em que os ossos ficam muito frágeis, então o cuidado com o bebê precisa ser delicado, mas nunca de “não mexer”. O objetivo é manipular com segurança, sem comprimir, torcer ou apoiar de forma inadequada os membros, porque qualquer manejo brusco pode aumentar o risco de fraturas. Na prática, a orientação é sempre levantar, virar e posicionar o bebê com atenção ao alinhamento corporal, apoiando bem cabeça, tronco e membros. Isso vale especialmente nas trocas de fralda, banho, colo e transporte, quando o movimento parece simples, mas pode ser justamente onde acontece a lesão. Por isso, a alternativa D está correta: ela traduz a conduta fisioterapêutica e de orientação à família, que é manusear com cuidado e proteger o bebê durante as mudanças de posição. Não se trata de proibir a movimentação, nem de imobilizar completamente, porque isso traria prejuízos ao desenvolvimento motor e ao vínculo com os cuidadores. Em termos de doutrina, o manejo em OI prioriza manuseio gentil, posicionamento adequado e estímulo motor seguro, sempre com educação dos pais e cuidadores. O bebê precisa ser protegido, sim, mas sem virar uma “estátua de porcelana”.