Teste de Thomas é especifico para avaliar a
- A)contratura da faixa iliotibial.
Errada, porque a faixa iliotibial não é o foco do teste de Thomas; essa estrutura é mais associada a outras avaliações do quadril e joelho.
- B)contratura do adutor do quadril.
Errada, pois a contratura dos adutores do quadril não é o achado específico investigado por esse teste.
- C)força do glúteo médio.
Errada, porque o teste de Thomas não avalia força do glúteo médio, e sim encurtamento muscular do quadril.
- D)contratura do flexor do quadril.
Certa, pois o teste de Thomas é usado para identificar contratura dos flexores do quadril.
- E)ruptura do menisco.
Errada, porque ruptura de menisco é avaliada por testes do joelho, como McMurray e Apley, e não por Thomas.
Gabarito: D
O teste de Thomas é um exame clássico da avaliação ortopédica do quadril. Ele serve para identificar encurtamento ou contratura dos flexores do quadril, principalmente o iliopsoas e, em alguns casos, o reto femoral. A lógica é simples: se o paciente não consegue manter a lombar e a pelve bem posicionadas durante o teste, o membro tende a compensar por causa da retração dessa musculatura. Na prática, o examinador pede para o paciente deitar em decúbito dorsal, flexionar um quadril e aproximar a coxa do tronco. Se a outra perna se eleva ou não consegue permanecer estendida sobre a maca, isso sugere contratura dos flexores do quadril. É um teste muito cobrado porque é direto, rápido e tem associação bem específica com essa retração muscular. Por isso, o gabarito é a letra D: contratura do flexor do quadril. Em prova, quando aparecer Thomas, pense imediatamente em encurtamento de flexores do quadril, e não em força muscular, menisco ou outras estruturas do membro inferior. Um macete útil: se o nome do teste é Thomas e a posição é de extensão do quadril sendo impedida, o problema costuma estar justamente em quem faz a flexão do quadril. Ou seja, a musculatura está curta, não fraca, e o sinal aparece no alinhamento da perna durante o exame.