Durante a flexão e a extensão do joelho, a ruptura do menisco pode produzir um estalido audível ou palpável na região da linha articular. O excesso de sensibilidade à palpação da linha articular sugere a possibilidade de ruptura do menisco. As rupturas posteriores do menisco são difíceis de ser diagnosticadas. Para diagnosticá-las, foi desenvolvido o seguinte teste: − Peça ao paciente para se deitar em decúbito dorsal com as pernas em posição neutra. Com uma das mãos, segure-lhe o calcanhar e flexione a perna completamente. Em seguida, coloque sua mão livre sobre a articulação do joelho de modo que seus dedos toquem a linha articular medial, e o polegar e a eminência tênar se apoiem sobre a linha articular lateral. Rode a perna interna e externamente soltando a articulação do joelho. Empurre a face lateral aplicando à face medial da articulação um esforço valgo, enquanto concomitantemente a perna é rodada externamente. Mantenha o esforço valgo, a rotação externa e estenda a perna lentamente enquanto palpa a linha articular medial. Se a manobra produzir um estalido audível ou palpável no interior da articulação, provavelmente haverá ruptura do menisco medial que, preferencialmente, se dá na porção posterior. A conclusão a que se pode chegar é que o texto acima se refere ao teste
- A)Apley.
Apley também avalia lesão meniscal, mas usa compressão e distração com o paciente em decúbito ventral, não a sequência descrita no enunciado.
- B)McMurray.
Correta, pois a descrição corresponde ao teste de McMurray, usado para suspeitar de ruptura meniscal, especialmente do menisco medial posterior.
- C)Ober.
Ober é usado para avaliar encurtamento da banda iliotibial, e não para investigar lesão de menisco.
- D)Patrick.
Patrick ou FABER é um teste voltado principalmente para quadril e articulação sacroilíaca, não para menisco.
- E)Thomas.
Thomas avalia flexão do quadril e encurtamento dos flexores, especialmente o iliopsoas, não a integridade meniscal.
Gabarito: B
A questão descreve a manobra usada para investigar lesão de menisco, especialmente quando a ruptura fica mais “escondida” na porção posterior. O teste começa com o joelho em flexão máxima, seguida de rotação da perna e extensão lenta enquanto se aplica estresse em valgo e se palpa a linha articular. Se surgir estalido ou dor na linha articular, a suspeita de lesão meniscal sobe bastante. Esse conjunto de passos é clássico do teste de McMurray. Ele é muito lembrado em prova porque combina rotação, extensão e estresse em valgo ou varo para provocar o menisco lesionado a “enganchar” e gerar o clique percebido pelo examinador. Por isso o gabarito é a letra B. O enunciado ainda reforça a ideia de ruptura do menisco medial, especialmente na porção posterior, que é justamente um cenário bem associado ao McMurray. Em prova, sempre vale separar esse teste de outros mais “famosinhos” da ortopedia, porque a banca adora misturar nomes parecidos com funções diferentes. Resumo esperto: McMurray avalia menisco; Apley também ajuda em menisco, mas é com compressão/distração em decúbito ventral; Ober é para encurtamento do trato iliotibial; Patrick/FABER sugere quadril e sacroilíaca; Thomas avalia flexores do quadril. Se você viu rotação + extensão do joelho + clique articular, pense em McMurray sem hesitar.