Na literatura encontra-se descrito uma combinação de várias modalidades e métodos considerados eficazes para o tratamento do autismo, onde utilizam a criatividade e comunicação por meio de jogos de sinais, terapias combinadas e até dispositivos projetados para crianças autistas, além de materiais visuais para melhora da linguagem. Dentre os métodos de intervenção fisioterapêuticos para o desenvolvimento psicomotor de crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), destaca-se, EXCETO:
- A)Fisioterapia Motora.
Certa, porque a fisioterapia motora é diretamente usada para estimular coordenação, equilíbrio, postura e habilidades psicomotoras.
- B)Hidroterapia.
Certa, porque a hidroterapia favorece movimento, relaxamento, percepção corporal e interação em um ambiente terapêutico lúdico.
- C)Eletroterapia.
Errada, porque a eletroterapia não é a modalidade típica destacada para o desenvolvimento psicomotor no TEA.
- D)Musicoterapia.
Certa no contexto da questão, porque a musicoterapia aparece como recurso complementar para comunicação, vínculo e estimulação sensorial.
- E)Equoterapia.
Certa, porque a equoterapia é bastante utilizada como recurso terapêutico para equilíbrio, postura, atenção e interação da criança.
Gabarito: C
Quando falamos em intervenção fisioterapêutica no TEA, a ideia principal é estimular o desenvolvimento psicomotor, a coordenação, o equilíbrio, a interação e a organização sensorial da criança. Por isso, entram com frequência estratégias como fisioterapia motora, atividades lúdicas, terapias no meio aquático e até recursos complementares como equoterapia, sempre com foco funcional e adaptado ao perfil da criança. A lógica é simples: a criança aprende melhor quando o corpo participa da brincadeira. Então, jogos, movimento, ambiente motivador e estímulos bem dosados ajudam na atenção, na motricidade e na comunicação. Não é um tratamento único e engessado, e sim um conjunto de abordagens que conversa com as necessidades do TEA. Já a eletroterapia foge desse núcleo de intervenção para TEA. Ela é um recurso clássico da fisioterapia para dor, fortalecimento, modulação neuromuscular e outras finalidades mais específicas, mas não é reconhecida como método de destaque para desenvolvimento psicomotor em crianças com autismo. Em prova, quando pedem o "EXCETO", a banca quer exatamente esse filtro: o que não faz parte do pacote mais usual para esse objetivo. Então, o gabarito C está correto porque a eletroterapia não é a modalidade típica descrita como intervenção fisioterapêutica para o desenvolvimento psicomotor no TEA, ao contrário das estratégias motoras, aquáticas, lúdicas e de integração corporal. Em linhas gerais, a prática clínica e a doutrina da reabilitação infantil priorizam abordagens funcionais e sensoriais, e não corrente elétrica como eixo central para esse perfil.