Qual das seguintes técnicas fisioterapêuticas é recomendada para reabilitação funcional de pacientes com fratura de fêmur no pós-operatório imediato?
- A)Imobilização prolongada para evitar dor e inflamação.
Errada, porque a imobilização prolongada aumenta risco de rigidez, fraqueza, trombose e atraso funcional, não sendo a conduta ideal no pós-operatório imediato.
- B)Fortalecimento imediato de músculos extensores do joelho com carga máxima.
Errada, pois carga máxima e fortalecimento imediato de alta intensidade não são seguros nesse momento e podem comprometer a proteção da fratura e do procedimento cirúrgico.
- C)Mobilização precoce com carga parcial assistida pelo fisioterapeuta.
Certa, porque a mobilização precoce com carga parcial, quando liberada, favorece recuperação funcional, reduz complicações da imobilidade e respeita os limites do pós-operatório imediato.
- D)Uso exclusivo de crioterapia sem mobilização ativa.
Errada, porque a crioterapia pode ajudar no controle de dor e edema, mas não substitui a mobilização ativa e a reeducação funcional.
Gabarito: C
No pós-operatório imediato de fratura de fêmur, a fisioterapia costuma entrar com foco em segurança, controle de dor e prevenção de complicações da imobilidade. A ideia não é "deixar quietinho para sempre", mas começar cedo dentro do que o quadro permite, respeitando dor, estabilidade cirúrgica e orientação médica. É aquele começo estratégico: pouco peso, muito cuidado e boa técnica. A mobilização precoce ajuda a reduzir risco de trombose, rigidez articular, perda de força e queda da capacidade funcional. Além disso, favorece autonomia para sentar, transferir, ficar em pé e iniciar a marcha assistida. Em ortopedia, o raciocínio é simples: quanto mais tempo parado sem necessidade, mais o corpo reclama depois. Por isso, a alternativa correta é a C. A mobilização precoce com carga parcial assistida pelo fisioterapeuta é uma conduta clássica no pós-operatório imediato quando liberada pela equipe, porque respeita a proteção do foco cirúrgico e ao mesmo tempo evita os efeitos ruins do repouso prolongado. Em geral, o plano é progredir conforme dor, fixação da fratura e tolerância funcional. As outras opções exageram para um lado ou para o outro: ou imobilizam demais, ou exigem esforço incompatível com o momento agudo. Em reabilitação, o segredo raramente é "tudo" ou "nada"; quase sempre é o meio-termo bem dosado.