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Fisioterapia · CS-UFG · 2023

Questão comentada de Fisioterapia

Leia o caso a seguir. Paciente J., sexo masculino, de setenta e dois anos de idade, internado na enfermaria de Clínica Médica do Hospital Municipal há dois dias em tratamento para pneumonia. No momento, aguarda vaga na UTI devido à deterioração do estado geral. O médico plantonista solicita uma gasometria arterial que apresenta o seguinte resultado: pH: 7,32 ; PCO2: 30 ; PO2: 82 ; HCO3: 13 ; BE: -8 ; SO2 : 95%. Qual a classificação dessa gasometria?

Gabarito: A

Na gasometria, o primeiro passo é olhar o pH para ver se há acidemia ou alcalemia. Aqui, o pH está baixo (7,32), então o paciente está em acidemia. Depois, você confere quem está “mandando” no quadro: o bicarbonato está bem reduzido (HCO3 13), o que aponta para causa metabólica. O PCO2 também está baixo (30), mas isso funciona como compensação respiratória, porque o pulmão tenta eliminar CO2 para aliviar a acidose. Ou seja, o distúrbio primário é uma acidose metabólica, com compensação respiratória parcial. O BE negativo (-8) reforça que há déficit de base, outro sinal clássico de componente metabólico. A oxigenação está relativamente preservada no momento, com PO2 de 82 e saturação de 95%, então o foco da interpretação aqui é o equilíbrio ácido-base. Em provas, a lógica é quase sempre essa: pH diz se o sangue está ácido ou alcalino, HCO3 costuma “denunciar” o componente metabólico, e PCO2 o respiratório. Se o pH caiu e o bicarbonato também caiu, pense em acidose metabólica. Não tem mistério, só precisa ler a gasometria como quem monta um quebra-cabeça com calma. Por isso, o gabarito A está correto: o quadro é de acidose metabólica, provavelmente relacionada ao estado clínico grave do paciente, com compensação ventilatória parcial.

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