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Fisioterapia · COPESE · 2022

Questão comentada de Fisioterapia

A dor lombar crônica está associada a altas taxas de incapacidade funcional, absenteísmo, elevado impacto socioeconômico e piora da qualidade de vida. Sobre as diversas estratégias terapêuticas possíveis, assinale a opção que apresenta maiores níveis de evidência científica:

Gabarito: B

Na dor lombar crônica, a lógica que melhor se sustenta na ciência não é ficar preso a recurso passivo. O que costuma trazer melhores resultados é combinar exercício, fortalecimento, reabilitação funcional e uma abordagem que ajude o paciente a entender a dor, reduzir medo de movimento e retomar atividades com segurança. Em outras palavras: corpo em movimento, cabeça alinhada e estratégia bem montada. As diretrizes mais consistentes para dor lombar crônica apontam maior benefício para intervenções ativas, especialmente quando associadas a componentes cognitivo-comportamentais. Isso faz sentido porque a dor crônica não depende só de músculo e coluna, mas também de fatores como crenças, medo de piorar, catastrofização e descondicionamento físico. Se você trata apenas a parte mecânica, o problema costuma voltar para cobrar juros. Por isso, a alternativa B é a correta: abordagens biomecânicas ativas, como exercício terapêutico e treino funcional, quando associadas a estratégias cognitivo-comportamentais, apresentam melhor sustentação científica. Essa combinação melhora função, adesão e autogestão do paciente, e não apenas um alívio momentâneo da dor. Já recursos passivos, fitas adesivas, repouso contínuo e técnicas sem boa sustentação costumam ter evidência inferior ou uso bem limitado. Em dor lombar crônica, repouso prolongado geralmente piora o quadro funcional, então a proposta moderna é o oposto: manter o paciente ativo, com progressão segura e orientação adequada.

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