A lombalgia crônica é definida como dor na região lombar que persiste por doze semanas ou mais. É uma preocupação significativa de saúde pública devido ao seu impacto funcional e econômico, afetando a qualidade de vida e a capacidade de trabalho. É comum em ocupações que envolvem fatores de risco ocupacionais específicos, como o estresse no trabalho e a exigência física, que são frequentemente presentes em funções de serviço público. Dentre as intervenções de fisioterapia, alguns tipos de exercícios se destacam em apresentar melhores evidências de efeitos na lombalgia crônica, EXCETO:
- A)Pilates.
Pilates tem boa evidência como exercício terapêutico para lombalgia crônica, com melhora de dor e função em muitos estudos.
- B)Alongamento.
O alongamento isolado não é o tipo de exercício com melhores evidências para lombalgia crônica, embora possa ser usado como complemento.
- C)Treinamento de resistência.
Treinamento de resistência apresenta benefício consistente na lombalgia crônica, especialmente quando integrado a um programa de exercícios.
- D)Estabilização/controle motor.
A estabilização/controle motor é uma abordagem bem aceita e com boa evidência para melhorar função e sintomas na lombalgia crônica.
- E)Treinamento com exercícios aeróbicos.
O treinamento aeróbico também é recomendado e pode reduzir dor e incapacidade em pacientes com lombalgia crônica.
Gabarito: B
Na lombalgia crônica, a fisioterapia costuma apostar em exercício como primeira linha, porque ele melhora função, reduz incapacidade e ajuda o paciente a sair do ciclo dor-medo-inatividade. O ponto importante aqui é que nem todo exercício tem o mesmo peso nas evidências. Alguns programas aparecem com resultados melhores e mais consistentes, especialmente quando bem dosados e combinados com educação em dor e progressão gradual. Entre as estratégias com melhor respaldo para lombalgia crônica estão o treinamento de resistência, os exercícios de estabilização/controle motor, o Pilates e os exercícios aeróbicos. Esses métodos costumam mostrar benefício em dor e função, embora o efeito varie conforme perfil do paciente, adesão e supervisão. Ou seja: o exercício entra como remédio, mas o tipo e a dose fazem diferença. O alongamento, por sua vez, até pode ser usado como complemento, principalmente para reduzir rigidez e melhorar mobilidade, mas sozinho não é o que costuma apresentar as melhores evidências para lombalgia crônica. Em provas, a banca gosta de cobrar exatamente essa distinção: uma coisa é ser útil na prática, outra é ter melhor evidência comparativa. Assim, o gabarito é a letra B, porque o alongamento não figura entre os tipos de exercício com melhores evidências de efeito para lombalgia crônica. Em linhas gerais, isso acompanha o que as diretrizes e revisões sobre dor lombar crônica costumam apontar: exercício ajuda, mas os programas mais fortes são os ativos e progressivos, não só o alonga-e-reza.