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Fisioterapia · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Fisioterapia

O planejamento de um programa de exercícios para pacientes com câncer de mama deve considerar fatores individuais, como estágio da doença, presença de comorbidades e resposta ao tratamento. Esses fatores influenciam a segurança e eficácia da intervenção, além de afetarem a adesão. Pensando nas recomendações gerais para exercício em pacientes oncológicos, qual das afirmativas reflete o princípio mais adequado para a prescrição segura e efetiva?

Gabarito: E

Na oncologia, exercício não é inimigo do tratamento - muito pelo contrário. Hoje se sabe que, quando bem indicado e ajustado ao estado clínico da pessoa, ele ajuda a reduzir fadiga, preservar força, melhorar funcionalidade e até favorecer a qualidade de vida durante e após o tratamento. O ponto-chave é individualizar: não existe receita única, porque estágio da doença, efeitos colaterais, comorbidades e capacidade funcional mudam bastante a prescrição. Por isso, a lógica mais segura é começar de onde o paciente consegue, com progressão gradual e monitoramento da resposta. Em vez de exigir intensidade alta ou suspender tudo até o fim do tratamento, a conduta correta é adaptar o programa ao momento clínico e evoluir aos poucos. Isso vale especialmente para câncer de mama, em que sintomas como dor, fadiga, linfedema e limitação de ombro podem influenciar o plano. A recomendação geral para adultos, inclusive pacientes oncológicos quando clinicamente aptos, segue a orientação de acumular pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, além de exercícios resistidos conforme tolerância e objetivos funcionais. Essa diretriz é compatível com consensos amplamente usados na prática, como o ACSM e outras recomendações internacionais de reabilitação oncológica. Então, o gabarito está certo porque valoriza a prescrição adaptada à capacidade funcional, com progressão gradual e meta mínima semanal realista. É exatamente o tipo de raciocínio que a banca gosta: segurança primeiro, mas sem transformar o paciente oncológico em um "museu de porcelana".

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