Sobre a origem da Eletroterapia, historicamente, seu uso pode ser reconhecido desde os primórdios da humanidade. Há relatos de que um homem das cavernas, ao entrar em um rio, encostou acidentalmente em uma enguia elétrica, obtendo melhora de dores crônicas. Com o tempo, os peixes elétricos deram espaço para aparelhos com vários recursos com o objetivo de promover analgesia, redução dos processos inflamatórios e reparação dos tecidos. Dentre estes recursos, os mais utilizados são o TENS, o ultrassom e o laser. Sobre esses recursos eletrotermofototerapêuticos, pode-se utilizar
- A)TENS Burst, com frequência elevada (80-200 Hz) e intensidade moderada em casos de dores crônicas.
Errada, porque o TENS burst não é o padrão descrito com frequência elevada de 80 a 200 Hz para dores crônicas.
- B)TENS convencional, com frequência elevada (80-200 Hz) e intensidade moderada em casos de dores crônicas.
Errada, porque o TENS convencional realmente usa frequência alta, mas é mais ligado à analgesia de dores agudas e não ao quadro crônico descrito.
- C)o ultrassom terapêutico na frequência mais baixa (1 MHz) com objetivo de penetração mais profunda nos tecidos.
Certa, porque o ultrassom de 1 MHz penetra mais profundamente nos tecidos do que frequências mais altas.
- D)o ultrassom terapêutico de Hélio-Neon (HeNe) e o Arseneto de Gálio (AsGa) com o objetivo de cicatrização de feridas.
Errada, porque HeNe e AsGa são tipos de laser, e não modalidades de ultrassom terapêutico.
Gabarito: C
A eletroterapia e os recursos correlatos aparecem muito em prova porque a banca gosta de misturar indicação, frequência e tipo de aparelho. O TENS, por exemplo, costuma ser cobrado em dois jeitos clássicos: o convencional, com frequência alta e intensidade sensorial, e o burst, que é mais associado a quadros dolorosos crônicos por permitir uma estimulação diferente do sistema nervoso. Já o ultrassom terapêutico entra como recurso mecânico, e o que mais cai é a lógica da profundidade de penetração: frequência mais baixa penetra mais fundo, enquanto a mais alta atua de forma mais superficial. Por isso, a alternativa C está correta. O ultrassom em 1 MHz é o de maior penetração nos tecidos, sendo mais indicado quando se busca atingir estruturas mais profundas, como músculos e articulações mais profundas. A relação entre frequência e profundidade é cobrada de forma direta em fisioterapia: 1 MHz alcança maior profundidade do que 3 MHz. Se quiser memorizar sem sofrimento: no ultrassom, quanto menor a frequência, maior a profundidade. É quase uma regra de bolso de prova. E no laser, atenção: HeNe e AsGa são tipos de laser, não de ultrassom. A banca costuma trocar o nome da tecnologia para ver se você está lendo com calma.