Os testes ortopédicos são fundamentais para avaliação na fisioterapia traumato-ortopédica. Sabendo disso, Charles Albert, fisioterapeuta da Prefeitura Municipal de Santa Maria de Jetibá, avalia a paciente IESM, de 44 anos, que apresenta dores e dificuldade de abdução no membro superior direito. A cada prova, o profissional lista os testes de resultado positivo para ombro, cotovelo, punho e mãos. Considerando o quadro da paciente, bem como a situação hipotética, qual teste Charles Albert registrou?
- A)Teste de tenista positivo que indica epicondilite medial.
Errada: teste de tenista é associado à epicondilite lateral, não à medial.
- B)Teste de NEER positivo que indica síndrome do impacto.
Certa: o teste de Neer positivo sugere síndrome do impacto no ombro.
- C)Teste de Yergason positivo que indica epicondilite lateral.
Errada: o teste de Yergason é usado mais para avaliar o tendão da cabeça longa do bíceps, não epicondilite lateral.
- D)Sinal de Finkelstein positivo que para sensação de formigamento por toda a distribuição ulnar do antebraço.
Errada: o sinal de Finkelstein é relacionado à tenossinovite de De Quervain, não a formigamento na distribuição ulnar.
Gabarito: B
Os testes ortopédicos ajudam a transformar uma queixa vaga em uma pista clínica mais concreta. Quando a pessoa relata dor no ombro e dificuldade para elevar o braço, o fisioterapeuta costuma pensar em estruturas subacromiais, principalmente em quadro de síndrome do impacto. Nesse cenário, o teste de Neer é um dos mais lembrados: ele provoca a elevação passiva do braço e pode reproduzir a dor quando há impacto das estruturas do espaço subacromial. O raciocínio da questão vai por aí: dor associada à abdução do membro superior sugere conflito no ombro, e não problemas de cotovelo, punho ou mão. Por isso, a banca aponta o teste de Neer como o exame compatível com o quadro descrito. Em linguagem simples, é como se o ombro dissesse "não gosto dessa subida toda" quando você força a elevação. O teste de Neer costuma ser positivo na síndrome do impacto, frequentemente relacionada a tendinopatia do manguito rotador e bursite subacromial. Já os testes citados nas outras alternativas pertencem a outras regiões anatômicas ou a outras patologias. Então, o acerto está em reconhecer que o quadro clínico e o teste apontam para ombro, mais especificamente para impacto subacromial.