Ao se deparar com uma situação emergencial, e que exige tomada rápida de decisão com ações de membros superiores, como retirar uma travessa muito quente do forno, por exemplo, algumas conexões neurais poderão ser mais ativadas do que outras. O reflexo de retirada pode ser inibido; nesse caso, o que permite a execução da atividade mesmo com as consequências geradas pelo manuseio de um objeto com temperatura muito elevada. O tipo de sinapse empreendida para que a ação ocorra, no caso citado, é:
- A)Mista, com alternância das sinapses.
Errada, porque não existe essa classificação funcional de “sinapse mista” como explicação do mecanismo descrito no enunciado.
- B)Facilitatória, com aumento de permeabilidade ao sódio.
Errada, pois aumento de permeabilidade ao sódio está relacionado à despolarização e facilitação da excitabilidade, não à inibição do reflexo.
- C)Inibitória, com potencial pós-sináptico hiperpolarizante.
Certa, porque a sinapse inibitória gera hiperpolarização pós-sináptica e reduz a chance de disparo neuronal.
- D)Regulatória, com equilíbrio entre meio interno e externo da célula.
Errada, porque “regulatória” não é o tipo sináptico cobrado aqui e o enunciado trata de inibição neural, não de equilíbrio entre meios.
Gabarito: C
Quando o sistema nervoso precisa permitir uma ação rápida e, ao mesmo tempo, “segurar” um reflexo automático, entram em cena os mecanismos de inibição neural. No exemplo da travessa muito quente, o corpo precisa liberar o movimento voluntário de retirada, mesmo que o reflexo de proteção tente barrar a ação por causa da dor e do calor. A chave aqui está na sinapse inibitória. Nessa situação, o neurônio pós-sináptico fica menos excitável, porque ocorre hiperpolarização da membrana. Em outras palavras, a célula fica mais distante do limiar necessário para disparar um potencial de ação, o que reduz ou bloqueia a resposta reflexa indesejada. É por isso que o gabarito é a letra C. O enunciado descreve exatamente a supressão do reflexo de retirada para viabilizar uma ação motora mais adequada ao contexto. A sinapse inibitória, com potencial pós-sináptico hiperpolarizante, é o mecanismo fisiológico que permite essa modulação. Na prática, pense assim: o sistema nervoso não é um interruptor de liga e desliga, e sim um painel cheio de botões de acelerar e frear. Aqui, o freio neural foi acionado para que a resposta motora pudesse acontecer com controle, mesmo diante de um estímulo intenso.