O equilíbrio corporal pode ser definido como a habilidade que o indivíduo possui de se manter com o centro de massa sobre uma base de suporte estável ou retornar o centro de massa corporal sobre essa base após a aplicação de uma força desordenada interna ou externa que o tenha feito perder a estabilidade. A perda de equilíbrio pode ser característica de diversos distúrbios e lesões neurais. O profissional fisioterapeuta tem ação importante na detecção das alterações corporais durante o exame clínico. Para avaliação do equilíbrio, é importante realizar alguns testes, cada um deles com uma especificidade que complementa os demais. Para avaliação de equilíbrio de um paciente com algum problema neurológico, devem ser aplicados os seguintes testes:
- A)Escala de Berg; Teste de Romberg; Teste Timed Up and Go.
Correta, pois reúne três testes clássicos e complementares para avaliar equilíbrio em pacientes neurológicos: Berg, Romberg e Timed Up and Go.
- B)Teste de Romberg; Teste Timed Up and Go; Escala Visual Analógica.
Errada, porque a escala visual analógica avalia dor, não equilíbrio, embora os outros dois testes sejam pertinentes.
- C)Escala de Berg; Teste da caminada de 6 minutos; Teste de manovacuometria.
Errada, porque a caminhada de 6 minutos e a manovacuometria avaliam capacidade funcional e força respiratória, não equilíbrio.
- D)Teste audiométrico; Escala Visual Analógica; Teste da caminhada de 6 minutos.
Errada, pois audiometria e escala visual analógica não são testes de equilíbrio; a caminhada de 6 minutos também não é o foco dessa avaliação.
Gabarito: A
O equilíbrio corporal é a capacidade de manter o centro de massa dentro da base de suporte, ou de recuperá-lo quando há um desequilíbrio. Na fisioterapia neurológica, isso é muito importante porque alterações em sistema vestibular, cerebelo, propriocepção e controle motor podem comprometer a estabilidade do paciente e aumentar o risco de quedas. Por isso, a avaliação costuma combinar testes que observam equilíbrio estático, dinâmico e funcional. A Escala de Berg é um dos instrumentos mais usados para medir equilíbrio funcional, especialmente em pacientes neurológicos e idosos. Ela avalia tarefas do dia a dia, como ficar em pé, virar-se e alcançar objetos, ajudando a quantificar o risco de queda. Já o Teste de Romberg investiga principalmente a dependência visual para manter o equilíbrio, sendo útil para identificar alterações proprioceptivas e vestibulares. O Timed Up and Go, ou TUG, mede mobilidade funcional e também fornece uma boa noção do equilíbrio dinâmico, porque envolve levantar, caminhar, virar e sentar. Em conjunto, esses três testes se complementam muito bem: um observa o equilíbrio funcional, outro o controle postural em posição estática e o terceiro a mobilidade com mudança de direção. É exatamente essa combinação que torna a alternativa A correta. As outras opções misturam testes que não são voltados à avaliação do equilíbrio neurológico, como escala visual analógica, audiometria, caminhada de 6 minutos e manovacuometria, que servem para dor, audição, capacidade funcional cardiorrespiratória e força muscular respiratória, respectivamente. Ou seja, parecem importantes, mas aqui entram como figurantes na festa errada.