Para tomar uma decisão clínica adequada, o fisioterapeuta deve fazer anamnese, avaliação física, delinear os objetivos para o tratamento e, ainda, escolher a melhor conduta para o paciente. A Prática Baseada em Evidências (PBE) consiste em um processo de tomada de decisões, a fim de promover a melhor prática clínica com suporte em evidências atualizadas e constantes que permitam resolução mais rápida e eficiente das enfermidades e, por consequência, melhor qualidade de vida para o paciente. Para que haja a integração entre os saberes e boa condução de PBE, é preciso que o profissional se atente, de forma completa, ao seguinte tripé:
- A)Experiência do fisioterapeuta; embasamento teórico; e, paciente e seus contextos.
Correta, porque reúne os três pilares da PBE: experiência clínica, base teórica/científica e o paciente com seu contexto.
- B)Experiência do fisioterapeuta; condição clínica do paciente; e, contextos do paciente.
Errada, porque troca a evidência científica por "condição clínica" e "contextos" do paciente, deixando de completar o tripé da PBE.
- C)Experiência do fisioterapeuta; conhecimentos do fisioterapeuta; e, recursos existentes.
Errada, porque repete a visão do profissional e não inclui o paciente nem a melhor evidência científica.
- D)Experiência do fisioterapeuta; recursos terapêuticos existentes; e, profissão do paciente.
Errada, porque traz elementos que não formam o tripé da PBE e desvia do eixo ciência-experiência-paciente.
Gabarito: A
A Prática Baseada em Evidências (PBE) é o famoso encontro entre três coisas que precisam andar juntas: a melhor evidência científica disponível, a experiência clínica do profissional e as características, preferências e contexto do paciente. Em outras palavras, não basta saber a teoria nem seguir protocolo no automático: é preciso juntar ciência, prática e individualidade. Na Fisioterapia, isso ajuda a escolher condutas mais seguras, eficazes e personalizadas. O enunciado fala em "boa condução" da PBE e pede o tripé completo. O ponto central é exatamente esse equilíbrio: o fisioterapeuta não decide só com base no que aprendeu na faculdade, nem apenas no que já viu na prática, nem só no que o paciente quer. Ele integra tudo isso para tomar a melhor decisão clínica possível. Por isso, o gabarito A está correto. "Experiência do fisioterapeuta" representa a vivência clínica; "embasamento teórico" corresponde ao conhecimento científico atualizado, que é a base da evidência; e "paciente e seus contextos" lembra que cada pessoa tem história, rotina, valores e limitações próprias. Se algum desses pilares faltar, a decisão fica capenga, como tripé com perna curta. Esse conceito é amplamente usado na doutrina de PBE em saúde e é coerente com o raciocínio clínico moderno: evidência + expertise + preferências do paciente. É a forma mais inteligente de sair do modo receita de bolo e entrar no modo tratamento individualizado.