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Fisioterapia · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Fisioterapia

A zona de aposição do diafragma está diretamente relacionada ao grau de insuflação pulmonar; a diminuição dessa zona compromete a capacidade de gerar força desse músculo e, com isso, a estabilidade da parede torácica. Essa interação está fundamentada na relação tensão-comprimento do músculo esquelético. Em relação à propriedade tensão, comprimento e zona de aposição do diafragma, analise as afirmativas a seguir. I. Quanto mais alongado está o músculo, maior é a capacidade de gerar tensão. II. Quanto maior a zona de aposição do diafragma, maior é a capacidade de gerar tensão. III. Quanto menor a zona de aposição do diafragma, menor é a capacidade de gerar tensão. IV. A força de contração aumenta à medida que o músculo é alongado, independente do seu comprimento. Está correto o que se afirma em

Gabarito: B

A ideia central aqui é a relação tensão-comprimento do músculo esquelético: existe um comprimento em que a fibra consegue gerar mais força, porque a sobreposição entre actina e miosina fica mais eficiente. Se o músculo fica curto demais ou longo demais, a produção de tensão cai. No diafragma, isso conversa diretamente com a zona de aposição, que é a área em que ele se encosta na parede torácica e ajuda na mecânica ventilatória. Quando a zona de aposição é maior, o diafragma tem melhor alinhamento para transmitir força à parede torácica, favorecendo a geração de tensão e a estabilidade do tórax. Quando essa zona diminui, como ocorre em maior insuflação pulmonar, o músculo perde vantagem mecânica e produz menos força. Em outras palavras: mais zona de aposição, mais eficiência; menos zona, menos força. Por isso, as afirmativas II e III estão corretas. A afirmativa I também está correta no sentido clássico da fisiologia muscular, pois o alongamento até certo ponto aumenta a capacidade de gerar tensão. Já a IV erra ao dizer que isso acontece "independente do seu comprimento", porque o próprio comprimento do músculo é justamente o fator que modula essa relação. Então, o gabarito B fica certo por reunir I, II e III como verdadeiras. Na prática da fisioterapia respiratória, esse raciocínio ajuda a entender por que pacientes com hiperinsuflação pulmonar tendem a ter pior desempenho do diafragma: ele fica mais achatado, com menor zona de aposição, e perde eficiência mecânica.

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