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Fisioterapia · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Fisioterapia

O mecanismo de contração simultânea de músculos agonistas e antagonistas a um movimento é denominado co-contração. Um exemplo de exercício com esse fundamento é a ponte, quando o indivíduo, para se manter na posição, contrai isometricamente músculos abdominais e músculos opostos. Para a realização da ponte, saindo da posição deitada, a posição final envolve os movimentos de:

Gabarito: B

A ponte é um exercício clássico de cadeia posterior e estabilidade do tronco. Quando a pessoa sai da posição deitada e sobe a pelve, ela precisa levar o quadril para a extensão, enquanto os joelhos permanecem flexionados para dar base e manter a posição. É aí que a co-contração aparece: músculos que “puxam para lados opostos” trabalham juntos para dar firmeza, principalmente abdômen, glúteos e musculatura estabilizadora do quadril. Na biomecânica básica, a posição final da ponte não é de agachar nem de chutar para frente, e sim de elevar a pelve com o corpo sustentado pelos pés e pelos ombros. Isso exige extensão de quadril, porque o tronco e a coxa se alinham mais, e os joelhos ficam em flexão, já que os pés continuam apoiados no solo e as pernas não se estendem. Por isso, o gabarito B está correto: na ponte, a posição final envolve extensão de quadril e flexão de joelhos. Se voce lembrar da imagem do exercício, pense em “subir o quadril, manter os joelhos dobrados”. É um daqueles itens em que a banca troca os movimentos para ver se voce está atento à mecânica básica do gesto. Em fisioterapia, essa lógica é muito útil porque ajuda a identificar a função do exercício, o padrão de ativação muscular e a indicação terapêutica. A co-contração, nesse contexto, não é um detalhe decorativo: ela aumenta a estabilidade articular e melhora o controle postural durante o movimento.

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