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Fisioterapia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Fisioterapia

A crise asmática grave é considerada uma condição que coloca em risco a vida do paciente. Nos últimos dez anos, a morbimortalidade relacionada a tal condição diminuiu devido ao uso de estratégias ventilatórias que objetivam reduzir a hiperinsuflação alveolar. Para reduzir a hiperinsuflação alveolar na asma deve-se:

Gabarito: D

Na crise asmática grave, o grande problema é o aprisionamento de ar: o paciente não consegue esvaziar bem os pulmões e acaba acumulando volume residual, o que aumenta a hiperinsuflação alveolar. Em ventilação mecânica, a ideia é dar tempo para o pulmão expirar melhor e evitar que cada ciclo empurre ainda mais ar para dentro desse sistema já “cheio”. Por isso, uma estratégia importante é reduzir a frequência respiratória. Quando você ventila menos vezes por minuto, aumenta o tempo total disponível para a expiração e diminui a chance de air trapping, que é justamente o mecanismo que piora a hiperinsuflação. Em outras palavras: menos correria, mais tempo para o ar sair. A banca quer que você perceba que, na asma grave, não se deve forçar a ventilação com ciclos rápidos e curtos, porque isso tende a piorar a retenção de ar. O manejo ventilatório busca evitar auto-PEEP e barotrauma, privilegiando uma expiração mais longa e eficaz. Assim, o gabarito D está correto porque reduzir a frequência respiratória ajuda a aumentar o tempo expiratório relativo e a diminuir a hiperinsuflação alveolar. As demais alternativas fazem o oposto do que se deseja nessa situação crítica.

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