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Fisioterapia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Fisioterapia

O uso de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) está bem indicado para o tratamento de insuficiência respiratória hipoxêmica; entretanto, não está isento de riscos. Qual efeito fisiológico deste recurso que poderá trazer riscos quando o paciente apresentar instabilidade hemodinâmica?

Gabarito: D

O CPAP mantém uma pressão positiva constante nas vias aéreas durante todo o ciclo respiratório. Na prática, isso ajuda a abrir alvéolos, melhorar a oxigenação e reduzir o trabalho respiratório, por isso ele é muito usado na insuficiência respiratória hipoxêmica. Só que, como quase tudo na fisiologia, o benefício vem com um custo se o paciente estiver hemodinamicamente instável. A pressão positiva dentro do tórax aumenta a pressão intratorácica e dificulta o retorno venoso ao coração. Com menos sangue chegando ao ventrículo, cai a pré-carga ventricular. Em pacientes que já estão com pressão baixa, desidratação, choque ou outra forma de instabilidade, essa redução do enchimento cardíaco pode piorar bastante a perfusão. É por isso que o gabarito é a letra D. O CPAP pode melhorar a oxigenação, mas ao mesmo tempo reduzir a pré-carga, e esse efeito pode ser perigoso quando o sistema cardiovascular já está no limite. Em fisioterapia respiratória, sempre vale lembrar: o que ajuda o pulmão pode atrapalhar a hemodinâmica se a indicação não for bem escolhida. Então, pense assim: CPAP empurra ar para dentro, mas também pode “segurar” o sangue de voltar para o coração. Se o paciente já está instável, esse detalhe faz toda a diferença.

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