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Fisioterapia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Fisioterapia

A mecânica respiratória é considerada fundamental para a compreensão da ventilação pulmonar, bem como a equação de movimento dos gases nas vias aéreas desempenha um papel crucial nesse contexto. Durante a Ventilação Mecânica – VM, diversos fatores podem influenciar as pressões envolvidas no processo. Considere a seguinte situação hipotética: em um paciente sob VM, o fisioterapeuta está monitorando as pressões respiratórias e observa que a pressão de platô (Pplatô) está aumentando significativamente em comparação com as leituras anteriores. Duas possíveis razões para tal aumento na Pplatô são:

Gabarito: D

Na ventilação mecânica, a pressão de platô (Pplatô) é medida com pausa inspiratória e ajuda a enxergar a pressão “elástica” do sistema respiratório, sem a interferência do fluxo no momento da medida. Em outras palavras, ela mostra o quanto pulmão e caixa torácica estão “duros” para expandir. Quanto menor a complacência, maior tende a ser a Pplatô. Por isso, quando a Pplatô sobe de forma importante, a primeira ideia é pensar em piora da complacência pulmonar ou do sistema respiratório como um todo. Isso pode acontecer, por exemplo, em edema pulmonar, atelectasia, SDRA, pneumotórax ou qualquer situação que aumente a rigidez do sistema. Nesses casos, o ventilador precisa vencer uma pressão elástica maior para insuflar o pulmão. A alternativa D está correta porque descreve exatamente esse mecanismo: diminuição da complacência pulmonar e aumento da pressão elástica do sistema respiratório. O resultado esperado é ventilação mais difícil e risco de hipoxemia, exigindo ajuste dos parâmetros ventilatórios e estratégias para melhorar a expansão pulmonar. Um detalhe importante: aumento de resistência de vias aéreas costuma elevar mais a pressão de pico do que a Pplatô. Então, se a Pplatô subiu, o problema está mais ligado à mecânica elástica do que ao “canudinho entupido” das vias aéreas.

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