As dificuldades na extubação são maiores no período neonatal do que em outras faixas etárias. São considerados fatores que favorecem o risco de falha da extubação, EXCETO:
- A)Instabilidade hemodinâmica.
Correta como fator de risco, porque a instabilidade hemodinâmica piora a tolerância do recém-nascido à retirada da ventilação mecânica.
- B)Aumento da carga nos músculos respiratórios.
Correta como fator de risco, pois o aumento da carga nos músculos respiratórios favorece fadiga e falha na manutenção da respiração espontânea.
- C)Adequação do controle central da respiração; função laríngea; gases arteriais; e, mecânica pulmonar.
Errada, porque esses são sinais de boa condição para extubação e não fatores que aumentam o risco de falha.
- D)Esforço respiratório resultar em volume corrente menor do que o previsto para o peso do recém-nascido.
Correta como fator de risco, já que um volume corrente abaixo do esperado indica ventilação ineficaz e maior chance de insucesso após a extubação.
Gabarito: C
Na neonatologia, a extubação é mais delicada porque o recém-nascido tem pulmões imaturos, pouca reserva respiratória e pode cansar rápido. Por isso, qualquer coisa que aumente o esforço para respirar ou atrapalhe a troca gasosa pode levar à falha da extubação. Pense assim: o bebê sai do tubo, mas precisa assumir a respiração sozinho sem fazer malabarismo demais. Entre os fatores que aumentam o risco de falha estão a instabilidade hemodinâmica, a sobrecarga dos músculos respiratórios e um volume corrente baixo para o peso do recém-nascido. Esses achados sugerem que o paciente ainda não tem condição suficiente para manter uma ventilação eficaz após retirar o suporte invasivo. A alternativa C traz justamente elementos de adequação clínica: bom controle central da respiração, função laríngea preservada, gases arteriais aceitáveis e mecânica pulmonar adequada. Ou seja, isso não favorece a falha da extubação, e sim aponta para melhor chance de sucesso. Por isso ela é a exceção pedida no enunciado. Na prática, a banca costuma cobrar esse raciocínio invertido: ela mistura fatores de risco com sinais de estabilidade para ver se você identifica o que ajuda e o que atrapalha.