Tradicionalmente, a reabilitação cardiovascular é dividida em fases temporais: a fase 1 é intra-hospitalar e as fases 2 a 4 são ambulatoriais. Sobre fases da reabilitação, é INCORRETO afirmar que:
- A)A fase 4 geralmente é a de mais curta duração; é destinada à supervisão multidisciplinar direta.
Errada, porque a fase 4 é de manutenção, costuma ser a mais longa e não a de supervisão multidisciplinar direta.
- B)A fase 1 deve ser iniciada imediatamente após o paciente ter sido considerado clinicamente compensado.
Certa, pois a fase 1 começa após a compensação clínica do paciente, ainda no ambiente intra-hospitalar.
- C)A fase 2 é de supervisão direta. Começa imediatamente após a alta hospitalar, tendo duração média de três meses.
Certa, porque a fase 2 é supervisionada de forma direta, inicia após a alta e em geral dura cerca de três meses.
- D)Existem pacientes com cardiopatias graves, muito sintomáticos e debilitados, que permanecem por longo prazo em uma reabilitação fase 2.
Certa, já que pacientes mais graves e sintomáticos podem permanecer por mais tempo na fase 2 sob supervisão.
Gabarito: A
A reabilitação cardiovascular costuma ser organizada em fases, para ficar mais fácil entender quem acompanha o paciente e em que momento. A fase 1 acontece no hospital, logo depois que o paciente está clinicamente compensado, com foco em mobilização precoce, orientação e prevenção de complicações. As fases 2, 3 e 4 já ocorrem fora do hospital, mudando principalmente o grau de supervisão e o tempo de acompanhamento. A fase 2 é a de supervisão direta, geralmente iniciada logo após a alta, com duração média de cerca de 3 meses. É a fase mais “mão na massa”, com monitorização mais próxima, porque o paciente ainda está se adaptando ao esforço e às orientações. Em alguns casos, especialmente em cardiopatas graves, sintomáticos ou muito debilitados, essa fase pode se prolongar mais do que o habitual. A fase 4, por sua vez, é a de manutenção e longo prazo. Ela costuma ter menor intensidade de supervisão direta, com foco em manter os ganhos, aderir ao exercício regular e consolidar o estilo de vida saudável. Por isso, a alternativa A está errada: ela troca o papel da fase 4, dizendo que ela é a mais curta e que tem supervisão multidisciplinar direta, quando na prática é justamente a fase mais prolongada e com menor dependência de acompanhamento intenso.