De acordo com a fisioterapia respiratória após cirurgia cardíaca, assinale a única alternativa correta:
- A)As alterações radiológicas mais comumente observadas pós cirurgias são as bronquiectasias.
Errada, porque bronquiectasias não são a alteração radiológica mais comum no pós-operatório de cirurgia cardíaca; atelectasia e derrame pleural são bem mais frequentes.
- B)A presença de derrame pleural possui uma frequência de 15% a 20% no segundo e no terceiro dia de pós-operatório.
Errada, porque o derrame pleural pode ocorrer no pós-operatório, mas essa frequência e esse recorte temporal não correspondem ao padrão mais cobrado para cirurgia cardíaca.
- C)A ventilação não invasiva (VNI) com respiração com pressão positiva intermitente (RPPI) tem se mostrado recurso efetivo na disfunção pulmonar.
Certa, porque a VNI com pressão positiva pode ser eficaz na disfunção pulmonar pós-operatória, ajudando na expansão pulmonar e reduzindo o trabalho respiratório.
- D)Métodos ventilatório invasivos como Bilevel e RPPI são utilizados como objetivo de diminuir o trabalho respiratório.
Errada, porque Bilevel e RPPI não são métodos invasivos, e a descrição mistura a classificação da técnica com o objetivo terapêutico.
Gabarito: C
No pós-operatório de cirurgia cardíaca, a fisioterapia respiratória entra em cena para reduzir complicações como atelectasia, retenção de secreções, hipoxemia e queda da capacidade ventilatória. O paciente costuma chegar com dor, incisão, medo de tossir e respirar fundo, e isso já basta para o pulmão ficar preguiçoso. Por isso, entram técnicas de expansão pulmonar, higiene brônquica e, quando indicado, suporte ventilatório não invasivo. A alternativa correta é a C porque a ventilação não invasiva, incluindo recursos com pressão positiva, ajuda a melhorar a oxigenação, recrutar alvéolos e diminuir o trabalho respiratório. Em pacientes após cirurgia cardíaca, ela pode ser útil na disfunção pulmonar pós-operatória, especialmente quando há hipoventilação, atelectasia ou desconforto respiratório. A ideia é dar um empurrãozinho no pulmão sem precisar intubar, quando o quadro permite. As outras alternativas escorregam em conceitos ou em frequência de complicações. Após cirurgia cardíaca, as alterações radiológicas mais comuns não são bronquiectasias, e sim achados como atelectasia e derrame pleural. Além disso, algumas técnicas citadas misturam classificação de método e objetivo terapêutico de forma imprecisa. Então, guarde a lógica: no pós-operatório cardíaco, a fisioterapia respiratória quer abrir o pulmão, melhorar a ventilação e evitar complicações. Quando a questão fala em VNI como recurso efetivo na disfunção pulmonar, ela está alinhada com a prática clínica e com o raciocínio fisioterapêutico esperado em prova.