Em pacientes que fazem uso da estimulação elétrica funcional na subluxação crônica do ombro, após acidente vascular encefálico, o posicionamento dos eletrodos deve ocorrer nos seguintes músculos:
- A)deltoide anterior e trapézio superior.
Errada, porque deltoide anterior e trapézio superior não são a associação clássica para controlar a subluxação crônica do ombro pós-AVC.
- B)deltoide médio e trapézio superior.
Errada, porque deltoide médio e trapézio superior não correspondem ao padrão mais cobrado de estimulação para estabilização glenoumeral nesse quadro.
- C)deltoide superior e trapézio superior.
Errada, porque "deltoide superior" não é a referência clássica usada nessa indicação, e o trapézio superior sozinho não resolve a subluxação.
- D)deltoide posterior e supraespinal.
Certa, porque a associação de deltoide posterior e supraespinal é a mais indicada para ajudar na sustentação e centragem do ombro subluxado após AVC.
- E)deltoide médio e supraespinal.
Errada, porque deltoide médio e supraespinal não formam a combinação clássica cobrada para essa finalidade específica.
Gabarito: D
Na subluxação crônica do ombro após AVC, a ideia da estimulação elétrica funcional é dar aquela "mãozinha" para manter a cabeça do úmero bem posicionada na glenoide, reduzindo o desabamento do ombro. Como o problema costuma envolver fraqueza dos estabilizadores e queda do membro, a escolha dos músculos busca promover elevação e melhor alinhamento articular. Os alvos clássicos nesse contexto são o supraespinal e o deltoide posterior, porque eles ajudam a sustentar a articulação glenoumeral e a favorecer a centragem da cabeça do úmero. O efeito esperado não é só força, mas também melhora do posicionamento e redução da subluxação ao longo do tempo. Por isso, o gabarito D está correto: a eletroestimulação deve ser aplicada em deltoide posterior e supraespinal. Essa combinação é a mais lembrada na fisioterapia neurológica para ombro subluxado pós-AVC, especialmente quando o objetivo é suporte articular e não apenas recrutamento muscular genérico. Em prova, a banca costuma trocar músculos parecidos ou colocar o deltoide em porções erradas para testar se você sabe que o foco é a estabilização do ombro, e não qualquer músculo do cinturão escapular. Aqui, o raciocínio certo é simples: subluxação do ombro pós-AVC pede músculos que ajudem a sustentar e recentralizar a articulação.