Diógenes de Sinope refletia que a natureza é o grande paradigma para qualquer conduta, diz Rachel Gazolla, professora de História da Filosofia Antiga da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Eles, os cínicos, se declaravam cidadãos do mundo. Acreditavam que o homem deve ser autônomo e autossuficiente tratando o mundo com indiferença, pois a felicidade deve vir de dentro do homem e não do seu exterior. (Filosofia Antiga. departamentodeantiga.blogspot.com. Adaptado.) Um fato peculiar de Diógenes seria seu encontro com Alexandre, O grande, homem mais poderoso conhecido na época. São concepções de Diógenes de Sinope e de outros seguidores do Cinismo:
- A)A premissa de que o modo de viver grego, a partir da emergência da democracia, os deixava livres para serem eles mesmos.
Errada, porque o Cinismo não nasce da democracia grega nem defende a liberdade como simples efeito do modo de vida político da pólis.
- B)A doutrina que defendia que o homem deve ser autônomo e autossuficiente, embora fosse ainda a favor do matrimônio e da sistematização da fé.
Errada, porque os cínicos valorizavam a autossuficiência, mas não defendiam sistematização da fé e a menção ao matrimônio não corresponde à doutrina cínica.
- C)A teoria de que os deuses deram aos homens formas para viver de modo fácil e feliz, mas esses mesmos deuses esconderam essas formas dos homens.
Certa, porque resume a ideia cínica de que a natureza indica o caminho de uma vida simples e feliz, enquanto as convenções sociais escondem essa simplicidade.
- D)A ideia de que a música, a física, a matemática, a astronomia e a metafísica são indispensáveis na vida humana, pois são formuladoras de conceitos sociais.
Errada, porque essa descrição lembra exigências de outras correntes filosóficas, e não o Cinismo, que rejeitava justamente a dependência de saberes e formalidades desse tipo para viver bem.
Gabarito: C
As outras alternativas tentam misturar o Cinismo com ideias de outras escolas ou com características que não pertencem a essa filosofia. Em prova, esse é o truque: trocar o Cinismo por traços de democracia, religião, casamento, ou por conteúdos bem mais típicos do currículo acadêmico geral, mas sem relação direta com os cínicos. Se você lembrar de Diógenes como o filósofo que desprezava o excesso e zombava das convenções, a questão fica bem mais tranquila.