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Filosofia · SELECON · 2024

Questão comentada de Filosofia

Uma lojista, proprietária de uma loja de cosméticos situada na cidade de Rondonópolis, solicitou a um amigo de longa data informações para a contratação de uma determinada pessoa que iria ser entrevistada pela comerciante, tendo em vista que, no currículo dessa candidata, consta ter trabalhado na empresa desse amigo por um período de 1 (um) ano. Esse amigo lhe informou que a futura entrevistada é uma ótima pessoa, responsável e trabalhadora, tendo sido dispensada do trabalho, à época, em razão do baixo fluxo de caixa de sua empresa. Dessa forma, a avaliação do amigo da lojista em relação à referida candidata para a vaga de emprego retrata um juízo, por ele realizado, de:

Gabarito: B

Aqui a banca está cobrando a diferença entre juízo de fato e juízo de valor. Juízo de fato descreve algo que pode ser verificado na realidade, como uma informação objetiva, sem elogio, crítica ou opinião pessoal. Já o juízo de valor traz uma avaliação, uma apreciação subjetiva, como quando você diz que alguém é bom, responsável, competente ou ruim. No caso da questão, o amigo não apenas informou um dado neutro sobre a candidata. Ele afirmou que ela é "uma ótima pessoa, responsável e trabalhadora". Perceba que isso não é uma simples constatação objetiva, mas uma avaliação positiva sobre a personalidade e a conduta dela. Portanto, ele realizou um juízo de valor. Esse tipo de distinção é clássica na Filosofia e também aparece no uso comum da linguagem: fatos podem ser conferidos; valores dependem de uma apreciação. Assim, dizer que alguém foi dispensado por baixo fluxo de caixa é fato, mas dizer que a pessoa é ótima e trabalhadora já entra no campo avaliativo. Por isso, o gabarito é a letra B. A fala do amigo retrata um juízo de valor, porque expressa uma opinião qualificadora sobre a candidata, e não apenas um dado observável.

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