A moral agostiniana afirma que só viverá de forma moralmente perfeita aquele que procurar atingir o bem supremo. Agostinho de Hipona entende que
- A)a virtude, por excelência, é conhecer e imitar a Deus, gozando do bem superior.
Certa, porque resume a ética agostiniana ao dizer que a virtude consiste em conhecer e imitar a Deus, que é o bem supremo.
- B)a felicidade está nos bens materiais, na conquista de terras e outros bens mundanos.
Errada, porque Agostinho não coloca a felicidade em bens materiais ou conquistas terrenas, mas em Deus.
- C)a prática de virtudes como o amor à pátria e o apreço pela honra são os princípios para alcançar o bem supremo.
Errada, porque amor à pátria e honra são valores mais ligados à ética cívica clássica, não ao núcleo da moral agostiniana.
- D)o amor a si mesmo e ao próximo é a condição para ser verdadeiramente livre.
Errada, porque, em Agostinho, a liberdade verdadeira depende da ordenação da vontade a Deus, e não apenas do amor a si e ao próximo isoladamente.
- E)a virtude como o amor perfeito se dá por meio dos prestígios da glória humana.
Errada, porque a glória humana não é o critério da virtude para Agostinho; prestígio e fama pertencem ao plano terreno e passageiro.
Gabarito: A
Para Agostinho, a vida moral não gira em torno de bens materiais, fama ou vantagens passageiras. O centro da ética agostiniana é o bem supremo, que é Deus. Em outras palavras, a pessoa só vive de modo plenamente moral quando ordena seus desejos para o que é eterno, e não para o que passa rápido como notícia ruim em dia de prova. Na visão agostiniana, a virtude tem sentido quando conduz a alma ao amor de Deus e ao afastamento do pecado. Por isso, conhecer a Deus e imitá-lo é o caminho da verdadeira perfeição moral: não basta apenas saber o que é certo, é preciso orientar a vontade para o bem maior. Isso aparece fortemente em obras como Confissões e A Cidade de Deus, nas quais Agostinho contrapõe a cidade de Deus à cidade terrena. A alternativa A está correta porque expressa exatamente essa ideia: a virtude, por excelência, consiste em conhecer e imitar a Deus, encontrando nEle o bem superior. Já as demais alternativas colocam a felicidade em bens mundanos, honra, pátria ou prestígio humano, que são coisas secundárias na moral agostiniana. Em resumo: para Agostinho, o coração humano só descansa quando se volta para Deus. O resto pode até parecer importante, mas não é o fim último da vida moral.