Quanto à sua formulação lógica, o raciocínio “Todo homem é mortal. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal.” consiste em
- A)um argumento por analogia.
Errada, porque argumento por analogia compara semelhanças entre casos, e aqui há uma dedução com premissa geral e caso particular.
- B)um silogismo.
Certa, porque o raciocínio tem a forma de um silogismo categórico, com premissa maior, premissa menor e conclusão.
- C)um argumento ad hominem.
Errada, porque argumento ad hominem ataca a pessoa ou suas circunstâncias, em vez de tratar da validade lógica do raciocínio.
- D)uma intuição imediata.
Errada, porque intuição imediata não é uma inferência com premissas e conclusão, mas uma apreensão direta.
- E)uma dedução transcendental.
Errada, porque dedução transcendental é um conceito da filosofia de Kant, ligado às condições de possibilidade do conhecimento, não a esse silogismo.
Gabarito: B
Esse enunciado traz uma forma clássica de raciocínio dedutivo: parte de uma regra geral, aplica-a a um caso particular e chega a uma conclusão necessária. Em linguagem simples, é o famoso movimento de cima para baixo: se a premissa geral é verdadeira e a premissa particular também, a conclusão não tem como fugir muito disso. Veja a estrutura: "Todo homem é mortal" é a premissa maior, "Sócrates é homem" é a premissa menor, e "Sócrates é mortal" é a conclusão. Essa organização é típica do silogismo categórico, muito associado à lógica aristotélica. Aristóteles é praticamente o "pai do silogismo" nessa tradição, e a banca adora cobrar esse tipo de identificação. Por isso, o gabarito é a letra B. Não há comparação por semelhança, ataque pessoal, intuição imediata ou raciocínio transcendental aqui. O que existe é uma inferência formal em que a conclusão decorre das premissas, desde que a forma lógica esteja correta. Na prática de prova, sempre que você ver duas premissas e uma conclusão com essa passagem do geral para o particular, pense primeiro em silogismo. É aquele tipo de questão que parece simples, mas gosta de ver se você confunde a forma do argumento com o conteúdo do enunciado.