[...] “Aja apenas segundo um determinado princípio que, na sua opinião, deveria constituir uma lei universal”. Essa máxima sintetiza o imperativo categórico, de acordo com o qual só devemos agir de acordo com os princípios que podemos universalizar sem entrar em contradição. O conceito de imperativo categórico, fundamental nos estudos sobre a ética, foi formulado por
- A)Immanuel Kant.
Certa, porque o imperativo categórico e a ideia de universalizar a máxima da ação são formulacoes centrais da ética de Immanuel Kant.
- B)Jeremy Bentham.
Errada, porque Jeremy Bentham defende o utilitarismo, que avalia a moral pelo prazer, pela dor e pela utilidade, não por dever universal.
- C)Aristóteles.
Errada, porque Aristóteles trabalha com ética das virtudes e da finalidade da vida boa, e não com o imperativo categórico kantiano.
- D)Jürgen Habermas.
Errada, porque Jürgen Habermas discute ética do discurso e consenso racional, mas não é o autor do imperativo categórico.
Gabarito: A
O imperativo categórico é a fórmula ética mais famosa de Immanuel Kant. A ideia central é simples e exigente ao mesmo tempo: antes de agir, voce deve perguntar se a máxima da sua ação poderia virar uma lei universal sem gerar contradição. Se a resposta for não, a conduta não serve como regra moral. Isso diferencia Kant de teorias que avaliam a ação pelo resultado, pelo prazer ou pela utilidade. Para ele, o valor moral não depende do que voce ganha com a ação, mas da intenção racional de agir por dever. É a moral do tipo "faça isso porque é certo", e não "faça isso porque vai dar certo". A frase do enunciado praticamente entrega a doutrina kantiana: agir apenas segundo um princípio que possa valer para todos. Isso é o coração do imperativo categórico, especialmente na formulação da universalização. Por isso, o gabarito é Immanuel Kant. Em prova, sempre desconfie quando aparecerem expressões como dever, universalização, racionalidade moral e agir por máximas que possam valer para todos. Essas pistas costumam apontar direto para Kant, o filósofo que gosta de colocar a ética no tribunal da razão.