Um município de 500000 habitantes deve realizar a programação anual do medicamento hidroclorotiazida 25 mg (caixa com 30 comprimidos, tomar 1 comprimido ao dia) para o ano de 2022, utilizando o método do perfil epidemiológico. Sabendo que a cobertura do serviço é de 80% e que 7% da população faz uso desse medicamento de modo contínuo para o tratamento da hipertensão arterial, é correto afirmar que a quantidade anual, em caixas, para essa população deve ser de
- A)28000.
Errada, porque ignora a aplicação combinada da cobertura do serviço e da prevalência de uso contínuo, subestimando a necessidade anual.
- B)56000.
Errada, pois corresponde a uma estimativa intermediária que não fecha com o cálculo anual de pacientes tratados e caixas consumidas.
- C)112000.
Errada, porque ainda fica aquém do total anual esperado após considerar população coberta, prevalência e consumo de 12 caixas por paciente ao ano.
- D)224000.
Errada, já que supera o valor correto e geralmente resulta de uma multiplicação indevida ou de duplicação de alguma etapa do cálculo.
- E)336000.
Certa, pois 500000 x 0,80 x 0,07 = 28000 pacientes e, com 12 caixas por ano para cada um, chega-se a 336000 caixas.
Gabarito: E
Na programação de medicamentos pelo perfil epidemiológico, voce começa estimando a população realmente coberta pelo serviço e depois aplica a prevalência de uso do medicamento. Aqui, o município tem 500000 habitantes, mas a cobertura é de 80%, então a população atendida é de 400000 pessoas. Dessas, 7% usam hidroclorotiazida de modo contínuo: 400000 x 0,07 = 28000 pacientes. Agora vem a parte que costuma derrubar muita gente: converter o uso diário em caixas. Como a posologia é de 1 comprimido ao dia e a caixa tem 30 comprimidos, cada paciente consome 12 caixas por ano, usando o raciocínio de 360 comprimidos/ano = 12 caixas/ano. Em planejamento de assistência farmacêutica, esse arredondamento operacional é muito usado para estimativa anual. Então, a conta final é 28000 x 12 = 336000 caixas. Por isso, o gabarito é a alternativa E. Se voce marcou algo menor, provavelmente esqueceu de aplicar a cobertura; se marcou algo muito diferente, talvez tenha convertido comprimidos e caixas em etapas erradas. Esse tipo de questão é bem típico de planejamento e programação de medicamentos na assistência farmacêutica, em que se estima a necessidade a partir da população-alvo, da cobertura e do padrão de uso.