A escolha do antibiótico na artrite séptica vai depender da situação clínica do paciente e a suspeita do provável agente etiológico. Com base na situação Clínica/ agente etiológico versus antibiótico de escolha, relacione a coluna 1 com a coluna 2: Coluna 1 (1)Sem fatores de risco para microrganismos atípicos. (2)Alto risco para sepse por gram-negativo (idosos ou susceptíveis, infecções urinárias recorrentes, cirurgia abdominal recente). (3)Risco de S. aureus resistente à meticilina. (4)Suspeita de gonococo ou meningococo. Coluna 2 (__)Ceftriaxona ou similar, dependendo do perfil de resistência local. (__)Flucloxacilin (2g - 4 vezes ao dia). Pode ser adicionado ácido fusídico (500mg - 3 vezes ao dia) ou gentamicina intravenosa. (__)Vancomicina com cefalosporina de 2ª ou 3ª geração. (__)Cefalosporinas de 2ª ou 3ª geração. Pode ser adicionado flucloxacilin. Discutir com infectologista as alternativas para pacientes com hipersensibilidade. Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
- A)2, 3, 4 e 1.
Errada, porque troca as associações dos perfis clínicos com os antibióticos de forma incompatível com o espectro esperado para cada situação.
- B)3, 4, 1 e 2.
Errada, porque a ordem não respeita a cobertura típica para gonococo/meningococo, MRSA e risco de gram-negativo.
- C)4, 1, 3 e 2.
Certa, pois relaciona corretamente gonococo/meningococo com ceftriaxona, MSSA com flucloxacilina, MRSA com vancomicina + cefalosporina e risco de gram-negativo com cefalosporina de 2ª ou 3ª geração.
- D)1, 3, 2 e 4.
Errada, porque coloca as opções em sequência que não bate com o agente etiológico mais provável em cada quadro clínico.
Gabarito: C
Na artrite séptica, o antibiótico empírico depende muito do perfil clínico e do germe mais provável. A lógica é simples: se o paciente tem chance de infecção por gonococo ou meningococo, costuma-se usar ceftriaxona ou um esquema parecido, porque esses agentes respondem bem a cefalosporinas de terceira geração. Quando o risco é de Staphylococcus aureus sensível, a escolha clássica é flucloxacilina, que é uma penicilina antistafilocócica. Em alguns cenários, o médico ainda pode associar ácido fusídico ou gentamicina, como reforço terapêutico. Se houver suspeita de MRSA, a cobertura precisa subir de nível: entra vancomicina, geralmente combinada com uma cefalosporina de 2ª ou 3ª geração para ampliar o espectro enquanto o agente não foi fechado. Já nos pacientes com maior risco de gram-negativos, como idosos frágeis, infecção urinária recorrente ou cirurgia abdominal recente, a linha é usar cefalosporinas de 2ª ou 3ª geração, com possibilidade de associar flucloxacilina conforme a hipótese clínica. Por isso, a sequência correta é 4, 1, 3 e 2, que corresponde à alternativa C.