Os principais radionuclídeos utilizados em radiofármacos para SPECT, PET e terapia no Brasil são, respectivamente:
- A)123I, 18F e 131I.
Errada, porque o 123I pode ser usado em diagnósticos específicos, mas não é o principal radionuclídeo de SPECT no Brasil, e o resto da sequência também não é a mais cobrada.
- B)99mTc, 18F e 177Lu.
Errada, porque o 99mTc e o 18F estão certos para SPECT e PET, mas o 177Lu é mais associado a terapia-alvo moderna, não sendo a resposta clássica esperada aqui.
- C)99mTc, 68Ga e 131I.
Errada, porque o 68Ga é muito importante em PET, mas não é o principal radionuclídeo de PET cobrado como referência geral em concursos, e a sequência não corresponde ao padrão clássico.
- D)99mTc, 18F e 131I.
Certa, pois reúne o radionuclídeo mais usado em SPECT, o mais clássico em PET e o principal da terapia com radiofármacos em contexto tradicional.
- E)123I, 68Ga e 177Lu.
Errada, porque o 123I não é o principal de SPECT e o 177Lu não substitui o 131I como referência clássica de terapia na sequência pedida.
Gabarito: D
Em medicina nuclear, cada modalidade costuma ter seus radionuclídeos queridinhos. Para SPECT, o mais clássico e mais usado no Brasil é o tecnécio-99m (99mTc), porque tem energia gama adequada e meia-vida curta, o que facilita a imagem e reduz dose. Para PET, o marcador mais tradicional é o flúor-18 (18F), muito lembrado no 18F-FDG, o famoso exame que "acende" áreas de maior metabolismo. Já na terapia, o destaque clássico é o iodo-131 (131I), muito usado especialmente em doenças tireoidianas, por emitir radiação capaz de tratar o tecido-alvo. Em outras palavras: SPECT olha, PET mostra com mais sensibilidade metabólica, e terapia trata. Cada um no seu papel, sem ciúmes. Por isso, o gabarito D está correto: 99mTc para SPECT, 18F para PET e 131I para terapia. Essa associação é a tríade mais cobrada em concursos quando o assunto é radiofármacos na prática clínica. A lógica é combinar o tipo de emissão com a finalidade do exame ou do tratamento.